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Alerta equivocado sobre vacina pneumocócica gera procura à Central de Vacinas de Marau

Baixar Áudio por Ana Lúcia Jacomini

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Foto: Reprodução/Foto: Rafael Nascimento/MS

Uma mensagem automática com informação incorreta sobre a vacinação pneumocócica provocou aumento na procura por orientações na Central de Vacinas de Marau nos últimos dias. Segundo a coordenadora do serviço, enfermeira Rosane Rosa, o alerta indicava que crianças teriam direito à Pneumo 20 até os quatro anos de idade, informação que não corresponde ao esquema atualmente seguido pelo Sistema Único de Saúde.

De acordo com Rosane, pelo calendário informado à Central, a criança recebe a Pneumo 20 aos dois meses. Aos quatro meses, enquanto houver estoque disponível, é utilizada a Pneumo 10, e a última dose do esquema pneumocócico ocorre com um ano de idade. Crianças que já completaram corretamente o esquema até essa faixa etária não têm indicação de uma dose adicional da Pneumo 20 apenas por estarem abaixo dos quatro anos. “Se a criança já fez todas as vacinas até dois aninhos, ela não tem reforço, não tem dose complementar da Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde”, explicou.

A situação gerou grande volume de ligações, mensagens e atendimento presencial em Marau. Conforme a coordenadora, chegou um momento em que a equipe não conseguia responder individualmente a todos os contatos. A Central passou então a divulgar uma orientação automática e encaminhou a informação também às equipes de enfermagem e agentes de saúde para ampliar o esclarecimento às famílias.

Rosane explicou ainda que cada caderneta precisa ser avaliada individualmente, especialmente quando a criança iniciou o esquema vacinal na rede privada. Também existem indicações específicas da vacina para crianças com determinadas condições de saúde, como prematuridade, doenças respiratórias crônicas e cardiopatias graves, além da ampliação para grupos idosos e pessoas com comprometimento da imunidade.

A orientação para pais e responsáveis que receberam a mensagem e permanecem com dúvidas é conferir a caderneta de vacinação e procurar a Central de Vacinas ou a Estratégia Saúde da Família de referência. “A caderneta é delicada de interpretar. Pode chamar, pode procurar a sua ESF também, que a gente está aqui para esclarecer essas dúvidas”, reforçou Rosane.

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