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'' A pesquisa presencial é a mais segura'', alerta especialista sobre pesquisas eleitorais

Baixar Áudio por Diones Pimentel

A cientista social e política Elis Radmann, diretora do IPO, Instituto de Pesquisas de Opinião, explicou em entrevista como funcionam as pesquisas de opinião e eleitorais

Foto: Divulgação

A cientista social e política Elis Radmann, diretora do IPO, Instituto de Pesquisas de Opinião, explicou em entrevista como funcionam as pesquisas de opinião e eleitorais. Segundo ela, o princípio é semelhante à coleta de água em uma lagoa: é preciso retirar amostras em pontos distintos para conhecer o todo. Na prática, isso significa entrevistar pessoas em todas as regiões, cidades de diferentes portes, faixas etárias, gêneros, rendas e bairros, garantindo que a amostra reflita a diversidade real da população. No Rio Grande do Sul, com cerca de 497 municípios, o trabalho é feito em aproximadamente 60 localidades, já que cidades semelhantes da mesma região apresentam comportamentos parecidos.

Elis alertou para a diferença de qualidade conforme o método de pesquisa. Pesquisas por URA (gravação eletrônica) e pela internet tendem a ter menor confiabilidade, pois não atingem todos os perfis de forma igualitária. A mais segura é a pesquisa presencial, feita de porta em porta, com menor margem de erro. O grau de confiança adotado é de 95%, com margem de erro de cerca de 2 pontos percentuais, o que significa que se dois candidatos aparecem com 20% e 18%, eles estão tecnicamente empatados. O IPO não divulga intenção de voto, mas realiza pesquisas de diagnóstico, analisando o que a população pensa sobre economia, segurança, saúde e expectativas em geral.

Os dados revelam um Rio Grande do Sul dividido: 33% se declaram lulistas ou de esquerda, 33% bolsonaristas ou de direita e 32% não se identificam com nenhum dos dois grupos. Porém, quando o tema é costumes e moral, 54% dos gaúchos se declaram conservadores, o que indica que a maioria dos eleitores sem vínculo com os dois principais grupos tende a se posicionar mais à direita na hora de votar. A divisão também é regional: a metade sul do Estado apresenta perfil mais ligado à esquerda, enquanto a metade norte é mais alinhada à direita. Dados de vitimização também chamaram atenção: 30% dos gaúchos já sofreram algum tipo de golpe na internet, mostrando que a violência se deslocou das ruas para o ambiente digital.

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