Lagoense há sete meses na Irlanda conta desafios e oportunidades de viver no exterior
Baixar ÁudioJonatan Mendes, morador de Lagoa Vermelha, compartilhou em entrevista a experiência de se mudar para Cork, na Irlanda, onde vive desde fevereiro deste ano
Jonatan Mendes, morador de Lagoa Vermelha, compartilhou em entrevista a experiência de se mudar para Cork, na Irlanda, onde vive desde fevereiro deste ano. A decisão partiu de um desejo dele e da namorada de viver novas experiências no exterior. Após pesquisas e planejamento financeiro, perceberam que a mudança era possível e acabaram se estabelecendo no país europeu. A chegada foi tranquila e o povo irlandês mostrou-se receptivo, mas os primeiros meses trouxeram desafios, principalmente pela barreira do idioma e pela necessidade de refazer toda a documentação do zero, como se fosse uma pessoa recém-chegada ao mundo.
Atuando como auxiliar de cozinha, área em que nunca trabalhou no Brasil, Jonatan relata que o poder de compra é bem maior e o salário é um dos mais altos do mundo. A jornada de trabalho também é diferente: pode chegar a 10 ou 12 horas por dia, com escala de quatro dias de trabalho e três de folga, além de férias frequentes a cada três meses. A cidade de Cork, segunda maior do país, abriga brasileiros de todos os estados e mostra-se um bom lugar para quem quer aprender o idioma e crescer profissionalmente. O que mais sente falta é da família, dos amigos e do tradicional churrasco com a galera de Lagoa Vermelha.
Para quem também sonha em morar fora do Brasil, o conselho é claro: prepare-se financeiramente, estude o inglês o máximo que puder e esteja aberto à adaptação. Quanto melhor o domínio do idioma, mais portas se abrem. A intenção do casal é permanecer na Europa por tempo indeterminado, com viagens de visita ao Brasil no futuro. A diferença de fuso horário é de três a quatro horas à frente do Brasil, e a cidade de Cork fica a cerca de três horas de viagem da capital, Dublin.

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