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Caso Gustavo Amaral: "todos sofrem", afirmam advogados dos policiais e assessores da família

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Gustavo Amaral
Foto: Arquivo Pessoal

Conforme já noticiado pela emissora, foi arquivado o inquérito contra três policiais militares, envolvidos na ocorrência que resultou na morte de Gustavo Amaral, em abril deste ano na ERS 324, perimetral de Marau. O fato ocorreu durante ação policial contra duas pessoas que estavam em uma caminhonete roubada – uma delas em situação de foragido do sistema prisional – que furaram bloqueio feito na rodovia. Houve troca de tiros e um dos disparos atingiu o engenheiro, que havia parado seu carro nas proximidades, em função da movimentação policial.

Em entrevista para a Tua Rádio Alvorada, os advogados de defesa dos policiais, José Paulo Schneider e Ricardo Almeida, explicaram que o arquivamento significa o entendimento de que houve a legítima defesa putativa (imaginária), também apontada na investigação. O arquivamento, segundo Schneider, está relacionado tanto ao processo militar quanto ao processo civil, já que a Promotoria de Passo Fundo - que analisou o processo de âmbito militar, entendeu que a competência era da justiça comum pois tratava-se de um homicídio. Sendo assim, o processo foi remetido para o Ministério Público de Marau. Após a análise de toda a documentação, o Ministério Público de Marau emitiu parecer pelo arquivamento, o qual foi acatado pela juíza.

Mesmo com o resultado, o advogado lamenta todo o ocorrido naquela manhã de domingo. Ele diz entender que nada pode alterar a trágica realidade e o sofrimento pela perda de um ente querido e também assume que nada que venha a ser dito, poderá amenizar a dor da família Amaral. Porém, faz questão de enfatizar que Gustavo não foi executado, assim como parte da opinião pública defende. “Não estou dizendo que desconheço casos de abuso de autoridade, de ilícitos praticados por agentes públicos. Isso acontece. Mas não foi o que aconteceu neste caso”.

Acesse a entrevista clicando aqui.

Por outro lado, a família de Gustavo Amaral afirma discordar da interpretação que culminou com o arquivamento do inquérito. A informação é de Gilvandro Antunes, sociólogo integrante do Movimento Vidas Negras Importam, que faz o acompanhamento dos familiares do engenheiro. Em entrevista para a Tua Rádio Alvorada ele explicou que o movimento entende a ação do Ministério Público, de arquivar o processo, como “racismo institucional”. Ele explica que isso não significa estar acusando o promotor de ser racista e sim de uma análise sociológica que já permeia o campo acadêmico também, do racismo empregnado nas instituições brasileira e que independem do agente público.

O Movimento Vidas Negras Importam nasceu nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo após a morte de George Floyd, por forças policiais norte americanas. O grupo atua na defesa da vida das pessoas negras. No Rio Grande do Sul, recentemente, foram recebidos pelo governador Eduardo Leite em audiência, que resultou na formação de um grupo de trabalho formado por representantes de várias entidades, como Ministério Público, Tribunal de Justiça, Procuradoria Geral do Estado, Defensoria Pública e outras instituições de direito civil, que tem o objetivo de debater a violência policial contra as populações negras. Segundo ele, mais de 70% dos homicídios registrados no Brasil, são contra negros.

Acesse a entrevista clicando aqui.

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