Peça de humor para mães sobre a maternidade será apresentada em Marau
Baixar Áudio“Riso de Mãe é Coisa Séria” estreia na Casa da Cultura nesta quarta, 30/04
Tem novidade teatral chegando a Marau... É o espetáculo “Riso de Mãe é Coisa Séria”, peça de palhaçaria feminina focada no humor para mães sobre a maternidade. O espetáculo é guiado pela palhaça Hipotenusa, interpretada pela atriz, palhaça e produtora cultural Lolita Goldschmidt e acontece a partir das 19h de quarta-feira, 30/04, na Casa da Cultura.
A estreia da peça foi ainda em março, no dia 24/03, em Boa Vista do Sul, município na Serra Gaúcha. “O embrião desse espetáculo surgiu em 2023”, explica Lolita. “Eram pequenas cenas, uma ideia de colocar no mundo questões sobre a maternidade. Eu sou mãe de dois filhos ainda na primeira infância.”
Marau recebe a quarta apresentação da turnê de nove espetáculos. “A primeira cena foi com direção da maravilhosa palhaça Karla Concá”, lembra a atriz. “Depois, eu fui criando mais duas cenas com ela. A partir daí, o espetáculo ele já tinha uma direção, né: eu quero falar de cansaço, sobrecarga materna, dessa divisão desigual em relação ao gênero, das pressões que uma mulher mãe (e não mãe também) sofrem a partir dessa questão da maternidade.”
“Tudo tu és cobrada, né”, reforça Lolita. “Se tu queres ter filho ou se tu não queres ter filho. Se tu vais ter um, ou se tu vais ter dois. Tu vais amamentar ou tu não vais. Tu vais dar mamadeira... São diversas questões que muitas vezes elas passam invisíveis.”
Essa foi a inspiração para a única personagem em cena e protagonista do espetáculo. “Essa questão da invisibilidade das mulheres, da invisibilidade do trabalho e da invisibilidade da maternidade foi me dando a ideia de trazer uma super-heroína que é ‘a, a, a’ de hipotenusa – porque ela é A mãe, ela é A palhaça e ela é A autônoma.”
Um show de palhaçaria
Além da Karla Concá, “Riso de Mãe é Coisa Séria” tem a direção e orientação Ana Fuchs e Melissa Dornelles, com assistência de Kalisy Cabeda. A peça é desenvolvida pela Las Brujas Cia de Teatro e Artes Integradas e pela Hipotenusa Artes da Cena, por meio de recurso da Lei Paulo Gustavo e tem uma ficha técnica ampla.
O cenário feito por Luciana Delacroix, os figurinos e acessórios de Margarida Rache, a trilha sonora por Carina Levitan, a iluminação de Leandro Gass, identidade visual de Betina Nilson, captação de imagens de Juliano Ambrosini e Yopo Filmes e a assistência de produção de Jaqueline Iepsen.
A maior parte das envolvidas, ligadas à palhaçaria feminina.
Palhaçaria é o nome dado a uma performance teatral cômica que tem como figura central o palhaço. Esse, por sua vez, é uma personalidade geralmente conectada ao circo, tradicionalmente com trajes desproporcionais ou multicoloridos e com maquiagens espalhafatosas, mas que aparece em uma série de outros tipos de espetáculo que expõem um lado ingênuo do próprio autor.
A veia desenvolvida pela Lolita tem alguns diferenciais: uma palhaçaria feminina. “Quando a gente fala em palhaçaria, a primeira imagem que vem é daquele palhaço clássico”, explica a atriz. “Essa palhaçaria que a gente está propondo aqui, ela é uma palhaçaria muito contemporânea, que está ligada com esse movimento da palhaçaria feminina”
A proposta é enfatizar, de forma cômica, questões incômodas. “Vai trazer os atravessamentos que nos incomodam e que a gente tem vontade de falar para poder fortalecer as nossas narrativas, questionar os nossos discursos e, quem sabe, mudar um pouquinho da nossa realidade. Então a ente gente coloca uma lente de aumento nessas questões para a gente poder dizer: ‘ó, eu estou passando por isso aqui, mas tem um monte de gente que passa’.”
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