Aprovado projeto que dá o nome de Diana Sartori Mezzomo ao Museu Municipal de Marau
De autoria do Poder Executivo, o projeto obteve aprovação por unanimidade.
Na sessão desta segunda-feira, 12/05, a Câmara de Vereadores de Marau aprovou o projeto de lei que dá nome ao Museu Municipal. O projeto, de autoria do Poder Executivo, obteve aprovação por unanimidade. Com ele, o Museu Municipal de Marau passa a se chamar Diana Sartori Mezzomo, em homenagem à trajetória de Diana, marcada pela dedicação à cultura, à educação e à valorização da história de Marau.
BIOGRAFIA
Nascida em 20 de junho de 1941, em solo marauense, Diana Sartori Mezzomo é mais que uma cidadã ilustre — é um verdadeiro pilar da história viva de nossa cidade. Filha de Fausto Sartori e Eleonora Rigo, cresceu entre valores sólidos e um amor profundo pela comunidade e pelas tradições que a moldaram. Desde os primeiros passos no Colégio Cristo Rei, Diana já revelava a luz que viria a irradiar por onde passasse. Em 1961, foi escolhida como a 1ª Prenda do CTG Felipe Portinho, e também coroada Rainha do Clube Liberdade — distinções que simbolizaram não apenas sua beleza, mas sua graça, liderança e carisma.
Casou-se com Victorino Mezzomo, de Camargo, com quem dividiu sonhos, projetos e o compromisso com a construção de uma Marau melhor. Juntos, assumiram a presidência do Clube Liberdade, mantendo viva a chama das tradições e da convivência comunitária. Diana foi uma mulher à frente do seu tempo. Tornou-se a primeira bancária mulher do Banco Agrícola em Marau, desbravando caminhos antes ocupados apenas por homens.
Sua paixão pelo conhecimento a levou à graduação em Estudos Sociais (História) pela UPF, área na qual se tornaria referência como professora no Colégio IESTA e como diretora da Escola Charruas. Foi incansável na promoção da cultura: assumiu a Invernada de Danças do CTG Felipe Portinho, coordenou a Banda Marcial de Marau em um momento delicado, e integrou a equipe que lutou pelo renascimento da banda Santa Cecília.
Na administração do ex-prefeito Alci Romanini, deixou sua marca como Secretária de Cultura. Ao lado do saudoso Frei Adelar Rigo, foi alma e coração da primeira Semana Italiana de Marau e idealizou o Encontro da Família Rigo, reunindo laços, memórias e afetos que atravessam gerações. Como comissária de menores, cursilhista, catequista, numeróloga e palestrante do ECC, Diana sempre encontrou formas de acolher, orientar e inspirar. Participou com garra do grupo de Cavalarianas Anita Garibaldi, sempre com orgulho da sua identidade feminina e tradicionalista.
E, por onde passou, deixou um rastro de alegria, sensibilidade e entrega — características que marcaram também seu papel como mãe de Eleonora, Jacquelina, Victor Angelo, Geancarlo e Maryelen, frutos de uma vida rica em afetos e significados. Mais do que seus feitos, é a essência de Diana que merece ser eternizada: a mulher que ensinava História com paixão, não apenas em sala de aula, mas em cada gesto de preservação e amor à memória.
Ela sempre olhou para o passado com encantamento, via nos objetos não apenas formas ou funções, mas histórias escondidas, vidas entrelaçadas, afetos preservados no tempo. Era o que havia por trás das coisas que a fascinava — o invisível que dava sentido ao visível. Por isso, ter seu nome no museu não seria apenas uma homenagem, mas um gesto justo e simbólico: reconhecer uma verdadeira guardiã da memória, da identidade e da alma marauense.
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