“Estamos com várias novidades”, afirma vocalista da Vera Loca
Banda faz show gratuito no 3º Festival de Cerveja de Marau, no sábado, 12/04
A Vera Loca comemora duas datas especiais em 2025: os dez anos do DVD do grupo e os 20 anos do segundo disco – com alguns projetos por vir. Em entrevista ao Página Rosa, quadro de Cultura ligado à Tua Rádio Alvorada e Maisnova Marau, o vocalista da banda, Fabricio Heck, pincelou algumas novidades do grupo.
“A gente tá comemorando, internamente, esses 10 anos do DVD e os 20 anos do nosso segundo disco”, explica Fabricio. “Estamos com várias novidades que a gente não pode falar agora, porque realmente é uma novidade, que se a gente já falar antes do projeto sair, pode ser que alguém aproveite a ideia e é uma ideia muito massa.”
“Mas a Vera nunca parou de produzir”, reforçou o vocalista e compositor. “A gente gravou um disco de inéditas na Pandemia, cada um na sua casa, que foi uma coisa inédita para nós também, cada um gravar na sua casa. A gente lançou o ao vivo de uma live que saiu e a gente lançou, também, um disco que é só de fitas. Coisas, assim, do começo da trajetória da banda, que a gente nunca usou.”
Ele detalhou o disco, ‘Ensaios, Demos e Raridades’. “Foi, até, uma ideia meio ousada, assim, porque não tem qualidade de uma gravação em estúdio. Nada. Era do jeito que a gente gravava em casa, mesmo, assim, com gravadorzinho, com cassete e tal.”
“A gente achou muito massa compartilhar isso com a galera que segue a Vera durante aquela pandemia que foi um horror, né”, explica. “E é um disco muito massa, assim. A gente recebe bastante mensagem de gente dizendo: ‘Ah, vocês têm que tocar aquela’ – umas músicas que a gente nunca lançou assim, sabe?”
O Vera Loca faz show na segunda noite do 3º Festival de Cerveja aqui em Marau, o sábado, 12/04. Além do Fabricio, integram o Vera outros quatro artistas: Hernan Gonzalez na guitarra, Mumu no baixo, Luigi Vieira na bateria e Diego Dias nos teclados.
“Tocar nessa região é sempre um para nós é um prazer muito grande”, comentou Fabricio. “O público é muito fiel: canta do começo ao fim do show. É sempre muito positivo, é sempre muito legal. E num festival de cerveja, também, que é uma das nossas especialidades, né – cerveja [risos].”
No formato do DVD
Aqui para o Página Rosa, ele já adiantou um pouco das músicas que devem integrar o show do Vera Loca no dia do terceiro Festival da Cerveja de Marau. “Além de fazer 23 anos de estrada, o segundo álbum da Vera completou 20 anos e o nosso primeiro DVD completou dez anos”, reforçou o vocalista.
O álbum da banda que completa 20 anos é o “Distúrbios do amor em Roc’n Roll”, de 2005. Já o DVD é o “Vera Loca Ao Vivo”, gravado em 2013. “Para o show, [estamos seguindo] um pouco mais aquele formato do set escolhido para o DVD e, agora, acrescentamos algumas coisas, assim, em homenagem ao nosso segundo disco, que foi lançado em 2005.”
O show ainda tem algumas faixas tradicionais confirmadas. “Claro que nunca falta, no show da Vera, algumas músicas que, independente do álbum que for, elas não podem faltar. ‘Maria Lúcia’ que é do primeiro, ‘Borracho y Loco’ que é do terceiro e do DVD, depois vem ‘Graffiti’, que saiu no DVD.”
Só que a lista de canções do segundo disco deve chegar em peso. “Mas, daí, do segundo disco mesmo, tem o ‘Palácio dos Enfeites’, ‘Suadinha’, ‘Vai Dá Bolo’, que é uma música que a gente não vinha tocando e que a gente anda tocando agora também em homenagem a esse disco, ‘A vida é de graça’, ‘A Despedida’, tudo do segundo disco.”
As transformações da Vera
Eu e o Fabricio, inclusive, conversamos um pouco sobre as transformações na música da banda. “Eu entendo isso como um processo normal em qualquer banda, sabe”, explicou ao Página Rosa. “Se tu pegares o Barão Vermelho, tinha uma onda mais, assim, adolescente, mais tudo pode, mais rock and roll.”
O grupo foi criado em 2000. “Eu tinha 20 anos, o Mumu tinha 18. A gente saiu de Santa Maria com uma banda que a gente tinha lá para vir para Porto Alegre. Chegamos em Porto Alegre, aquela banda, metade voltou para Santa Maria, e, ali, a gente formou o que depois veio a ser Vera Loca.”
O principal gênero da Vera Loca é o Rock Gaúcho, com toda a ironia, mas com abertura para temas e sonoridades. “Tinha uma cena muito efervescente, assim, em Porto Alegre, com um quê meio psicodélico – que é uma característica daquele rock feito em uma determinada época dos anos 80 e que também é uma referência para todo mundo que faz rock and roll aqui no Rio Grande do Sul.”
E o amadurecimento com o passar do tempo. “Eu percebo, assim, que as coisas foram mudando um pouco, mas no sentido de que a gente também vai ouvindo outras coisas e, de certa forma, amadurecendo também, sabe? Por exemplo, os nossos primeiros discos, era proibido (proibido por nós mesmos, né), era uma regra da Vera: a gente não podia falar de amor na letra – o que era uma besteira, mas não podia.”
“Então, eu, como compositor, nunca deixei de escrever coisas sobre amor, porém, o que eu escrevia, eu não botava na Vera”, lembra Fabricio. “Com o passar do tempo, foi acontecendo isso. A gente vai começando a dosar certas coisas. Eu acho que a característica da letra que eu escrevo, por exemplo, nunca mudou, porém ela lapidou, assim.”
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