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Movimento Securitização Já deve ampliar manifestos na sexta-feira

Baixar Áudio por Ana Lúcia Jacomini

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Lideranças regionais estiveram na emissora nesta quarta-feira, 28/05
Foto: ALJacomini/Tua Rádio Alvorada

Produtores rurais gaúchos devem ampliar as manifestações que buscam chamar a atenção para o pedido de securitização - agrupamento e conversão de dívidas em títulos do Tesouro Nacional. Na sexta-feira, 30/05, o movimento deve ser intensificado com bloqueio de rodovias e adesão de outros segmentos da economia.     

Conforme lideranças estaduais do movimento Securitização Já, haverá municípios em que o comércio não funcionará por algumas horas e locais onde a passagem será livre somente de caminhões de coleta de leite, cargas vivas, além de veículos da saúde e ambulâncias. Ao todo, são cerca de 40 pontos de mobilização.

A intenção é pressionar pela aceleração da aprovação da proposta da securitização no Congresso Nacional - Projeto de Lei 320/25, de autoria do senador Luiz Carlos Heinze. Na semana passada, a Comissão de Agricultura do Senado aprovou a proposta, que seguiu para a Comissão de Assuntos Econômicos. 

Na região, os agricultores estão mobilizados, há mais de uma semana, na ERS 324, entre Marau e Vila Maria. Em entrevista para a Tua Rádio Alvorada, Juarez Trentin e Douglas Dalacort, produtores que estão na organização do manifesto, contaram que a mobilização vem ganhando a adesão da sociedade. Para sexta-feira, segundo eles, a intenção não é bloquear a rodovia por longos períodos, a exemplo da previsão para outras regiões. 

Juarez e Douglas relataram a situação delicada, que vem se acumulando há pelo menos cinco anos, com estiagens e, ainda, as enchentes do ano passado. A entrevista está disponível no player de áudio. Eles frisaram que os produtores não querem abonar dívidas e, sim, ter maior prazo para honrá-las com a possibilidade de ter acesso ao crédito para a implantação das próximas safras

Com a securitização, dívidas de financiamentos dos produtores rurais cujas propriedades estão em municípios que decretaram situação de emergência ou calamidade pública, ou ainda cujas perdas nas lavouras a partir de tragédias climáticas estão atestadas por laudo técnico, teriam possibilidade de pagamento em um período de até 20 anos, com juros.

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