Sindicato Rural de Marau avalia o novo Plano Safra e detalha o plantio de inverno
Entidade aponta redução nos recursos subsidiados e avanço do cultivo de canola na região
O Sindicato Rural de Marau (SRM) realizou suas eleições no mês de maio, mantendo a atual diretoria sob a liderança do presidente Rogério Tímbola e do vice-presidente Gláucio Ribeiro. A gestão, que inicia seu terceiro período consecutivo de três anos à frente da entidade, optou por não realizar um evento de posse devido à continuidade da maioria dos membros.
Em análise ao Plano Safra de 2026, anunciado recentemente, o sindicato destacou que, apesar do montante total ter atingido R$ 527 bilhões, houve uma redução nos recursos destinados aos juros subsidiados.
O volume com subsídio do governo caiu de cerca de R$ 118 bilhões no ano anterior para R$ 97 bilhões na atual safra, o que representa menos de 20% do valor total anunciado. Segundo a entidade, as taxas para a agricultura familiar e para o Pronamp permanecem favoráveis, mas os grandes produtores enfrentarão juros mais altos, além de taxas livres de mercado que podem chegar a 30% ao ano, impactando a lucratividade do setor diante dos elevados custos de produção.
Em relação aos cultivos de inverno no município, os produtores rurais registraram uma mudança significativa no perfil de cultivo, com uma forte redução na área destinada ao trigo, que caiu para uma estimativa de 1.500 a 2.000 hectares.
Em contrapartida, houve um avanço expressivo no plantio de canola, que já ocupa cerca de 4.000 hectares e encontra-se em período vegetativo. O SRM alertou que as previsões de um inverno bastante úmido e chuvoso na região podem trazer dificuldades para o manejo e a finalização do plantio do trigo, cuja janela se estende até 15/07.
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