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Medos

Neusa Picolli Fante

 

Nossos medos assumem proporções assustadoras, gigantescas, por vezes até aterrorizantes. Eles nos encolhem diante de nós mesmos e das nossas aflições. Tiram-nos a direção, o sentido da vida e o brilho do olhar, e assim nos sabotamos, com o medo como pano de fundo.

Se não nos juntarmos a esse sentimento chamado medo e fizermos amizade com ele para o decifrarmos, ficaremos à mercê do que não compreendemos.

Quando saímos do susto que o medo nos proporciona, direcionamos nossos sentidos e criamos recursos para crescer. Assim fez Tomaz Edison, que tinha medo do escuro e criou a lâmpada, que continua a nos iluminar. Assim fez Wall Disney, que construiu um império a partir do medo de ratos que o atormentava. Assim fizeram tantos outros, que no anonimato deram sentido para seus medos. Diante disso questiono: você tem medo do quê?

Pode-se pensar em alguém que tenha medo da morte até que o dito compreendido impossível, acontece. Nesse sentido, será que ficamos com medo da vida até que precisemos acalmar nosso coração?

Tudo fica estranho e confuso. Perdeu o simples, o que não imaginava perder, enquanto intranquilo fica pelo medo que sente. Contrariou a vida e tudo em que podia se socorrer...

Em muitos momentos, precisamos começar de novo e não nos render.

O medo habita todos, o estranho, o vizinho e o amigo, em proporções diferentes. Mas é em nós que ele é mais difícil.   Ficamos com medo, mas lidar com ele nos engrandece...

 

 

 

Sobre o autor

Neusa Picolli Fante

Psicóloga Clínica e Especialista em Teoria, Pesquisa e Intervenção em Luto. Graduada em Comunicação Social.  Autora do livro Caminho dos Girassóis: Uma abordagem sobre o luto, Dor sem Escuta, Entrelinhas da Vida, Quintais da Minha alma.

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