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Com troca de tiros contra um dos alvos, Polícia Federal realiza mais prisões de suspeitos envolvidos no assalto ao Aeroporto de Caxias do Sul

por Daniel Lucas Rodrigues

Segunda fase da Operação Elísios foi realizada nesta quarta-feira (28/05) em cidades de diversos estados

Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal desencadeou a segunda fase da Operação Elísios nesta quarta-feira (28/05), com 17 mandados de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e 26 de busca e apreensão contra suspeitos de atuarem em um assalto no Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul, no ano passado. Com a participação de mais de 200 policiais, a ação foi realizada nas cidades gaúchas de Taquara, Parobé, Gravataí e Caxias do Sul, em Santa Catarina, no município de Navegantes, em Curitiba, no Paraná, e em São Paulo. 

Conforme a Polícia Federal, um dos alvos da operação teria reagido a abordagem dos agentes, o que resultou em uma troca de tiros entre o investigado e os policiais, em Gravataí. O suspeito foi baleado precisou ser internado no Hospital Dom João Becker. O estado de saúde dele ainda não foi divulgado.

O crime aconteceu em 19 de junho e deixou um policial e um dos denunciados mortos. Segundo a denúncia encaminhada à Justiça Federal pelo MPF, integrantes de duas facções criminosas – o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e o Bala na Cara, do RS – associaram-se para executar uma das maiores operações criminosas da história do Rio Grande do Sul: o latrocínio de R$ 30 milhões, transportados por via aérea desde o Paraná, no momento em que os valores seriam descarregados da aeronave para um carro-forte na pista do aeroporto.

O plano das organizações era entrar no aeroporto com veículo disfarçados de viaturas da Polícia Federal, e, com armas de fogo de padrão militar, forçar o rendimento da equipe de segurança antes que os valores fossem transferidos ao carro-forte. Durante o assalto, porém, policiais militares e seguranças reagiram e houve troca de tiros, resultando na morte de um dos criminosos e de um policial militar. Outro segurança que protegia o desembarque do dinheiro também foi baleado na perna, mas sobreviveu. O grupo conseguiu levar R$ 14,4 milhões. 

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