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Polícia Federal prende mais um suspeito por participação no assalto ao Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul

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Foragido estaria envolvido na logística do crime realizado em 2024 e foi preso no estado de São Paulo

Foto: Divulgação

Mais um suspeito de participação no assalto ao Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul, foi preso nesta semana. A ação foi realizada pela Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Militar de São Paulo e o 4º Batalhão de Comandos e Operações Especiais (COE), como parte da 2ª fase da Operação Elísios.

O homem estaria foragido e foi preso na cidade de Osasco (SP). De acordo com a Polícia Federal, o suspeito atuou na parte operacional e na logística de um assalto, em Caxias do Sul/RS, ocorrido em junho de 2024. Além disso, o investigado está associado a outros roubos empreendidos pela mesma organização criminosa.

O crime aconteceu em 19 de junho de 2024 e deixou um policial e um dos denunciados mortos. Segundo a denúncia encaminhada à Justiça Federal pelo Ministério Público Federal (MPF), integrantes de duas facções criminosas – o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e o Bala na Cara, do RS – associaram-se para executar uma das maiores operações criminosas da história do Rio Grande do Sul: o latrocínio de R$ 30 milhões, transportados por via aérea desde o Paraná, no momento em que os valores seriam descarregados da aeronave para um carro-forte na pista do aeroporto.

Os procuradores da República que assinaram a denúncia do MPF à época explicaram que o plano dos criminosos era entrar no aeroporto com veículo disfarçados de viaturas da Polícia Federal, e, com armas de fogo de padrão militar, forçar o rendimento da equipe de segurança antes que os valores fossem transferidos ao carro-forte. Durante o assalto, porém, policiais militares e seguranças reagiram e houve troca de tiros, resultando na morte de um dos criminosos e de um policial militar. Outro segurança que protegia o desembarque do dinheiro também foi baleado na perna, mas sobreviveu. O grupo conseguiu levar R$ 14,4 milhões.

Após 70 dias de investigação, a Polícia Federal finalizou a primeira fase da Operação Elísios com 17 pessoas indiciadas pela participação no crime, além da representação à Justiça Federal pelo sequestro de 19 contas bancárias e quatro imóveis.

Já na segunda fase, realizada em maio deste ano, a PF cumpriu 17 mandados de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e 26 de busca e apreensão, além da determinação de bloqueio de ativos nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

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