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Mulheres são a maioria em grupos de antitabagismo do Município de Caxias do Sul

Baixar Áudio por Rodrigo Fischer

Homens representam apenas 31%. Justificativa se encontra na resistência do público masculino de acessar serviços de saúde

Foto: EBC/Divulgação

Câncer, doenças respiratórias e problemas cardiovasculares. Estas são algumas complicações que o tabagismo causa na saúde de uma pessoa. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) apresenta que o fumo é o principal fator de tumor no pulmão no Brasil, apontando que, no final de 2019, mais de 30 mil novos casos serão registrados da doença.

Desde 2015, Caxias do Sul possui o Programa Municipal de Controle do Tabagismo, ligado a Secretaria da Saúde (SMS), que trabalha para a redução de fumantes e a cessação do uso do tabaco. Para atingir um maior número de pessoas, a iniciativa ocorre em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e serviços municipais especializados, como o Cais Mental e o Caps Reviver.

Como funciona

Maria Elenir, enfermeira do Núcleo de Atenção as Saúde do Adulto e Idoso, setor que cuida do programa, conta como funciona o projeto. “No começo, os grupos realizam quatro encontros semanais, com duração de 1h30mim, onde a pessoa estará reunido com aproximadamente 15 pessoas e dois profissionais. Chamamos essa parte de operativa. Porém, antes dos encontros, efetuamos uma análise clínica para ver a condição de saúde, o grau de dependência e observa se necessita a utilização de um medicamento.” afirma Maria Elenir.

Ela ainda ressalta. “Depois, ele passa a participar de dois encontros quinzenais. Passado essa parte, o usuário vai em grupos de manutenção, com duração de um ano. No decorrer do processo, realizamos reavaliações para ver se o paciente tem que mudar alguma conduta.”

44% param de fumar

De janeiro a abril deste ano, o programa de antitabagismo atendeu 110 caxienses, com a criação de grupos em aproximadamente nove UBSs e uma rede especializada de saúde. Porém, apenas 44% dos participantes pararam de fumar. Conforme Maria, esse índice varia de acordo com o momento que o paciente se encontra no tratamento, colocando que esse número é efetivo, pois o Ministério da Saúde considera que se 30% dos integrantes do programa pararem de fumar já é um dado relevante. “O sucesso desse tratamento depende muito de como o usuário está. Muitas vezes, ele quer parar de fumar, porém ainda não está na fase de ação, ou seja, que vai interromper o uso do tabaco. Nesses casos, a pessoa vai precisar participar de mais grupos.”, ressalta.

Para que aconteçam mudanças, o projeto efetua uma abordagem efetiva e pragmática, apresentando aos usuários os malefícios do cigarro, da dependência da nicotina, falas de profissionais da saúde, além, das histórias de vida dos próprios participantes. Porém, este ano registrou que a maioria dos grupos é composta por mulheres, com os homens representando apenas 31% do total. A enfermeira coloca que, historicamente, o público masculino acessa menos os serviços de saúde, só frequentando em casos de doenças graves. Ela ainda ressalta que as pessoas não devem ter vergonha de procurar ajuda. “O principal é entender que não é vergonhoso pedir ajuda. Se tem relatos que há pessoas que param de fumar por conta própria, mas não é a grande maioria. Esta parcela necessita de auxílio. Enquanto profissional da saúde, quero reforçar que a pessoa só de procurar ajuda já realiza um ato de coragem.”, afirmou.

Em Caxias do Sul, o Programa Municipal de Controle do Tabagismo conta com 120 profissionais da área da saúde (médico, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, assistentes sociais, farmacêuticos, terapeutas ocupacionais e odontólogos). Para participar do projeto, basta procurar uma UBS do seu bairro, ou um serviço de saúde no qual esteja vinculado, e relate o desejo de parar de fumar.

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