Dia Mundial Sem Carro alerta para a importância de novas soluções para a mobilidade urbana
Baixar ÁudioUso de múltiplos meios em micro trechos é uma das opções
Todos os anos, em 22 de setembro, cidades ao redor do mundo celebram o Dia Mundial Sem Carro. A data nasceu na França, em 1997, quando autoridades incentivaram a população a deixar os automóveis em casa por um dia inteiro. O gesto rapidamente ganhou força na Europa e se espalhou por diversas regiões, chegando ao Brasil no início dos anos 2000.
Mais do que um experimento simbólico, o movimento tornou-se um convite global à reflexão sobre mobilidade urbana, saúde, meio ambiente e qualidade de vida. Para as organizações, também funciona como um alerta estratégico: repensar deslocamentos pode trazer ganhos econômicos, sociais e ambientais de grande impacto.
Nas metrópoles brasileiras, a dependência do automóvel ainda é marcante. O carro oferece conforto e, muitas vezes, é a única saída diante do transporte público precário. Mas esse uso intensivo cobra caro: congestionamentos intermináveis, gastos elevados, poluição sonora e atmosférica, além de impactos emocionais profundos.
Refletir sobre mobilidade é refletir também sobre sustentabilidade. Segundo o relatório da ONU, o setor de transportes responde por quase um quarto das emissões globais de dióxido de carbono. Diminuir a dependência de automóveis contribui para mitigar mudanças climáticas, melhora a qualidade do ar e reduz problemas de saúde respiratória.
O diretor da Área do Conhecimento de Artes e Arquitetura e professor de Planejamento Urbano e Regional da UCS, André Melati, falou sobre o assunto em entrevista especial ao programa Temática hoje. Confira o conteúdo completo em áudio (acima).
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