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Estudo técnico indica que famílias de Galópolis podem permanecer no local com monitoramento e obras de contenção

por Alice Corrêa

Prefeitura de Caxias apresentou resultado de mapeamento geológico que libera a permanência das famílias, mas prevê evacuação em caso de chuvas intensas e propõe plano de convivência com o risco.

Foto: Bibiana Ribeiro Mendes

Na noite desta quarta-feira (30), representantes da Prefeitura de Caxias do Sul se reuniram com moradores de Galópolis para apresentar os resultados finais do Mapeamento Geológico, Geotécnico e Hidrológico da região. Iniciado em agosto de 2023, o estudo apontou que, em condições climáticas normais, a localidade não apresenta risco iminente, permitindo que cerca de 150 famílias permaneçam em suas casas.

A reunião contou com a presença de técnicos e representantes das secretarias do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS), de Segurança Pública e Proteção Social (SSPPS), de Obras (SMO) e da Habitação (SMH). O secretário da SEMMAS, Ronaldo Boniatti, conduziu os trabalhos e apresentou os documentos técnicos que já estão disponíveis em formato digital para consulta pública.

Apesar do parecer favorável à permanência, o estudo alerta para a necessidade de evacuação da área caso o solo atinja alto grau de encharcamento, especialmente diante de chuvas superiores a 100 mm em um período de 24 horas. O superintendente da SEMMAS, geólogo Caio Torques, detalhou o plano de convivência com o risco, que inclui monitoramento pluviométrico, vistorias frequentes, sistema de alerta e capacitação da população.

Entre as recomendações técnicas estão obras de contenção e estabilização das encostas, com custo estimado em R$ 53 milhões. O município busca recursos para viabilizar os projetos. O secretário de Obras, Lucas Susin, afirmou que o primeiro tanque de contenção — popularmente chamado de piscinão — será licitado até novembro e será fundamental para o controle da água que chega ao bairro.

A Defesa Civil apresentou as ações que serão implementadas. Segundo o coordenador Armando da Silva, Galópolis será dividida em sete áreas, cada uma com um morador capacitado para orientar a comunidade em caso de risco. Também serão definidas rotas de fuga e pontos seguros para abrigar os moradores.

“Vamos ter que conversar semanalmente. Vamos trabalhar na prevenção e mitigação. Esse preparo todo é para que Galópolis possa voltar à vida, voltar à rotina, e em segurança”, destacou Armando.

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