Câmara Municipal de Caxias do Sul outorga a Medalha Zumbi dos Palmares a três personalidades
Os homenageados desta edição são Jacqueline Andrades, Michele dos Santos Xavier e Sergio Ubirajara
Três personalidades da luta por igualdade foram agraciadas com a Comenda Medalha Zumbi dos Palmares, outorgada pela Câmara Municipal de Caxias do Sul, em sessão solene, realizada na noite desta quinta-feira (27/11), no plenário da Casa. A honraria celebra o Dia da Consciência Negra, data que remonta à morte de Zumbi dos Palmares (20 de novembro de 1695), líder quilombola que se notabilizou na resistência contra a escravidão. Os homenageados desta edição são Jacqueline Andrades, Michele dos Santos Xavier e Sergio Ubirajara. O presidente do Legislativo caxiense, vereador Lucas Caregnato/PT, conduziu a cerimônia de hoje. O coordenador da Igualdade Racial, Clever Bizzy, representou o prefeito Adiló Didomenico.
Os pronunciamentos começaram com o do vereador Edson da Rosa/REPUBLICANOS. Citou que a indicação dos agraciados partiu do Conselho Municipal da Comunidade Negra (COMUNE) e dos líderes das bancadas partidárias da Casa. Lamentou o fato de, recentemente, ter pego fogo no Ministério da Igualdade Racial, em Brasília. Afirmou ser o negro precursor em três cargos públicos da municipalidade: vereador (2005), presidente da Câmara (2013) e secretário da Educação (diversas oportunidades). Hoje, cumpre o 5º mandato parlamentar.
De acordo com Edson, um dos desafios continua sendo a referência, para que todo negro se reconheça e se enxergue nos espaços de poder. Reforçou que a causa negra extrapola os limites partidários e se volta à identificação com a própria ancestralidade.
Pertencente ao Grupo de Lanceiros Negros, Sergio Ubirajara participou da cerimônia com um traje de general, como forma de homenagear brancos que se integraram na caminhada. Chamou-os de ombros amigos. Salientou que o nome do pelotão é Teixeira Nunes, o branco que resistiu à traição de Porongos em 14 de novembro de 1844, durante a Revolução Farroupilha (1835-1845). O episódio resultou na morte de muitos negros, os lanceiros do conflito armado em solo sul-rio-grandense.
Instituída pelo decreto legislativo 174/A, de 4 de outubro de 2005, a partir de proposição do ex-vereador Edson da Rosa, a medalha homenageia, a cada dois anos, pessoas que tenham se destacado na defesa dos direitos humanos e da cidadania, no combate à discriminação e ao preconceito, entre outras formas de inclusão social.
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