‘Não há uma vontade política para melhorar a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional’, diz Achilles Frias
Presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Sindicato relata da falta de investimento no órgão que combate a sonegação, a corrupção e a arrecadação de grandes devedores
O Presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Sindicato Achilles Frias participou na manhã desta quarta-feira, 22, do programa 'Conectado' da Rádio São Francisco. Em entrevista concedida para o jornalista Evandro Fontana, ele falou sobre a lista que revela as pessoas físicas e jurídicas do Rio Grande do Sul que mais devem à União. (Acompanhe, em áudio)
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) disponibilizou recentemente uma nova versão da Lista de Devedores. A lista revela que 133 pessoas devem, individualmente, mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. A relação de pessoas físicas e jurídicas inscritas na Dívida Ativa da União (DAU), no ano passado ficou em R$ 1,5 trilhão.
De acordo com o Achilles, a dívida é muita alta e que se tivesse uma possibilidade de cobrar está dívida de forma eficaz não precisaria de ajuste fiscal no Brasil. "O cidadão está sendo penalizado pela recessão e estagnação da economia em razão de dívidas e juros, financiando impostos que não deviam".
Conforme ele, a dificuldade da cobrança da dívida é por causa do sucateamento da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional há muitos anos, com quadros insuficientes de procuradores e servidores e a vontade política. "Existe um dado oficial que para cada real investido na procuradoria da fazendo nacional há um retorno para a sociedade de em torno de R$ 800. Falta apenas vontade política e nada, além disso. O porquê que não há vontade política é o que temos as nossas dúvidas da razão, porque é um órgão que combate a sonegação e corrupção".
O Presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Sindicato Achilles Frias explica que o dinheiro da sonegação é o dinheiro que vai para o caixa 2, que alimenta a corrupção e o financiamento melhor de campanhas. "Até que ponto a vontade política para investir num órgão que combate sonegação, corrupção e arrecadação de grandes devedores, muitos deles financiadores de campanha políticas e aí é que se questiona. É mais uma vez o cidadão comum pagando a conta".
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