Coordenadora fala da realidade do hospital São Roque de Carlos Barbosa
Baixar ÁudioA coordenadora, Catia Argenta, diz que foi criada a Ala 300 para o fluxo de suspeitos e confirmados de Covid-19 do hospital São Roque de Carlos Barbosa. Esta ala tem 21 leitos podendo ocupar até 23. No ano passado, o hospital se organizou para encaminhar os pacientes mais graves para a UTI do Tacchini ou de referência conforme o plano.
No entanto, o que mudou foi o avanço da pandemia nos últimos dias, superlotando a UTI do Tacchini. No São Roque também tem se observado, diz Catia, a instabilização rápida de pacientes que chegam para atendimento e que já precisam de respiradores.
O Hospital que até então transferia seus pacientes antes de entrarem em estágio grave, hoje precisam ser atendidos no São Roque mesmo sem ter uma sala apropriada para isso.
Hoje, o hospital tem um paciente em ventilação mecânica, mas chegou a atender quatro nesta situação grava há poucos dias. A dificuldade enfrentada é a de recursos humanos.
“Não adianta termos leitos se não tivermos profissionais para atender os pacientes”, diz a coordenadora. A exemplo de outros municípios, Carlos Barbosa também tem notado a mudança do perfil de infectados. O que antes eram mais idosos, hoje são jovens de 33, 36, 44, 46 anos tendo sua saúde agravada em decorrência do coronavírus e precisando rapidamente de UTI.
Ela aconselha que as pessoas que sentirem algum desconforto que busquem um médico de confiança e somente procurem o hospital em situação de urgência. Também observa que o sucesso no combate ao novo vírus depende do uso de máscaras, evitando aglomerações e fazendo a higienização das mãos.
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