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Sétimo Domingo do Tempo Comum – 23/02/2025

por João Romanini

"Amor e misericórdia, identidade dos cristãos"

Foto: Divulgação

Sétimo Domingo do Tempo Comum 

domingo  23/02/2025

"Amor e misericórdia, identidade dos cristãos"

 

ACOLHIDA

Animador: Queridos irmãos e irmãs, Paz e Bem! O Senhor nos convocou e aqui estamos para celebrar o seu amor incondicional, sua misericórdia sem limites, e alimentar-nos na mesa da sua Palavra libertadora e na mesa do Pão que dá vida ao mundo. Dispostos a viver cada vez mais intensamente o mandamento do amor, iniciemos nossa celebração cantando.

ATO PENITENCIAL

Presidente: Conscientes de nossa fragilidade, e da dificuldade de viver o mandamento do amor, confiemo-nos à misericórdia do Senhor.

- Pelas vezes que alimentamos em nosso coração o ódio e o desejo de vingança, Senhor, tende piedade de nós.

- Pelas vezes que nos deixamos dominar pelo desejo mesquinho do poder e do acúmulo de riquezas a qualquer custo, Cristo, tende piedade de nós.

- Pelas vezes que julgamos e condenamos os outros e não somos capazes de viver a compreensão, a misericórdia e o perdão, Senhor, tende piedade de nós.

 

HINO DO GLÓRIA

Animador: Glorifiquemos a Deus por seu amor incondicional e sua misericórdia sem limites, cantando.

 

LITURGIA DA PALAVRA

Primeira Leitura: 1Sm 26,2.7-9. 12-13.22-23

Salmo Responsorial: O Senhor é bondoso e compassivo.

Segunda Leitura: 1Cor 15,45-49

Evangelho: Lc 6,27-38

 

REFLEXÃO

- O mundo no qual vivemos fomenta ainda a lei do “olho por olho, dente por dente”, a lei do ódio, da intolerância e da vingança, gerando pessoas que não se respeitam, fazem o mal gratuitamente, por perversidade, invertendo a proposta cristã. Relações desta natureza, são relações deterioradas, que desqualificam a vida. Não podemos colher o bem, se semeamos o mal. Diante disso, a proposta de Jesus é revolucionária: se queremos um mundo novo, uma sociedade saudável e boa para viver, é preciso que haja entre nós amor, respeito, sobretudo, perdão.

- O respeito é um dos maiores bens que um povo pode ter, pois gera solidariedade que faz com que as pessoas estendam a mão e se ajudem. Como seria bom se as pessoas não fizessem o mal umas às outras; se as falhas e fraquezas fossem compreensiva e misericordiosamente perdoadas; se não existisse no coração humano o desejo de vingança nem o interesse mesquinho de obter status, riqueza e poder a qualquer preço, se todos tivessem preocupação com o bem comum. O Papa Francisco nos adverte: “cuidem de vosso coração, pois é dele que brotam os bons ou maus sentimentos”. A atitude e o modo de ser de uma sociedade é a soma do modo de ser e das atitudes dos indivíduos.

- A primeira leitura nos traz um belo exemplo de respeito à vida e de amor ao inimigo. O Rei Saul partiu com o exército para matar Davi. Dois rivais que disputam os poderes político, econômico e religioso da época. Normalmente, em todos os tempos, e de forma muito intensa, hoje, essas disputas são perversas, um querendo engolir, destruir o outro. Dispõe publicamente as misérias um do outro, acusam, caluniam e até matam se tiverem oportunidade. A atitude de Davi é diferente e respeitosa, e ele não age de má fé, como tinha intenção de agir o seu rival. Davi tinha tudo para aniquilar e matar Saul, mas ao contrário, revela a face misericordiosa de Deus, que não quer a morte do inimigo, mas que se converta e viva. Se Davi matasse Saul, seria um rei parecido com tantos outros e estaria apenas reproduzindo um sistema de violência a morte. A verdadeira força e valentia do ser humano consiste na capacidade de amar e perdoar, mesmo tendo a oportunidade para a vingança. Somente os que possuem um grande coração são capazes de agir dessa maneira.

- São Paulo faz um paralelo entre o homem terreno (Adão) e o homem celeste (Jesus). Trazemos em nós partes desses dois homens. Qual delas deixamos transparecer mais? Aquela que apresenta mais nossos pecados, nossas fraquezas e limitações, com ódio e vingança, ou a que revela nosso lado misericordioso, de amor, perdão e compaixão? Há muita gente fazendo o bem, agindo na gratuidade, servindo, ajudando sem medir esforços, dando a própria vida. Podemos afirmar que há mais pessoas fazendo o bem do que pessoas que fazem o mal, a diferença é que as coisas boas que acontecem não são mostradas, evidenciadas.

- O evangelho vem coroar a reflexão trazendo o tema do amor, mas não qualquer amor. Não é o amor interesseiro. Jesus fala do amor aos inimigos, amor gratuito, sem nada esperar em troca. Aqui está a diferença da proposta cristã. Amar um inimigo é profundamente desafiador. Davi deu uma prova de amor ao inimigo. Se ele o odiasse, o mataria, mas preferiu perdoar. Jesus, descendente de Davi, ensina a amar os inimigos, a fazer o bem aos que nos odeiam; a desejar o bem a quem nos deseja o mal, a quem nos amaldiçoa; a rezar por aqueles que nos caluniam; a não revidar agressões, nem fomentar discórdias. Somente assim seremos diferentes e faremos a diferença no mundo. Se retribuo com bem o mal que me fazem, eu quebro o ciclo da maldade e da violência, desarmando o inimigo, como fez Davi. Desarmar o inimigo significa não usar as mesmas armas que ele usa, e sim usar as armas do bem, do amor e do perdão. Praticar a misericórdia como Jesus recomenda: “Sejam misericordiosos, como vosso Pai celeste é misericordioso”, pois a mesma medida que usarmos para os outros será usada para nós.

 

PRECES DA COMUNIDADE

Presidente: Em sua misericórdia sem limites, o Senhor sempre nos escuta e nos atende. Após cada prece rezemos: Ajudai-nos a viver a misericórdia e o amor.

1 – Pelo Papa Francisco, profeta da justiça, do amor e da paz, para que recupere sua saúde, e continue sua missão respondendo com amor às difamações e perseguição, rezemos.

2 – Pela Igreja do Brasil, para que fiel a Jesus Cristo, seja sempre solidária e comprometida com os pobres e excluídos, rezemos.

3 – Pelos que tem responsabilidade sobre o povo, para que se inspirem no rei Davi, e superem a tentação da perversidade do ódio, da intolerância e da vingança, rezemos.

4 – Por todos nós, para que nos esforcemos em testemunhar o amor e a misericórdia, identificando-nos com Jesus Cristo a quem seguimos, rezemos. 

 

OFERTÓRIO

Animador. Jesus, em razão do seu amor incondicional, ofereceu-se sem reservas pela vida da humanidade. Como seguidores seus, junto com o pão e o vinho, ofereçamos nossa vida e missão, cantando.

 

COMUNHÃO

Animador: Com alegria recebamos o Pão do céu, comprometendo-nos a viver o amor e a misericórdia, partilhando o pão da terra. Cantemos

TEXTO EDITAVEL

Central de Conteúdo Unidade Tua Rádio Garibaldi

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