Garibaldense Roseane Milani fala sobre a situação atual na Itália
Baixar ÁudioEla mora na região de Bérgamo
A garibaldense Roseane Milani mora com a família na região de Bérgamo/Itália desde 2017, depois de ter residido por 16 anos no Rio de Janeiro.
Roseane que é trabalhadora autônoma diz que está em confinamento desde o dia 23 de fevereiro, quando foi baixado o primeiro decreto de fechamento das escolas e cancelamento de eventos de aglomerações como o carnaval de Veneza.
No início, eram dois casos e Bérgamo isolou parcial. Mas devido ao crescimento dos casos, o isolamento passou a ser total. O tempo está difícil, porque as pessoas precisam ficar dentro de casa.
Bérgamo tem lugares lindos para caminhar, para visitar, cheia de história e atrativos, com uma natureza linda, mas a cidade ficou deserta, diante desta pandemia do coronavírus.
Diz que foi aprender o italiano, por ter cidadania italiana e amou o local e acabou ficando. Para ela, não foi modificado tanto o seu cotidiano, porque trabalhava em casa, mas o impacto maior foi para sua filha de oito anos que está longe dos amigos, não tem como vê-los e nem como brincar.
Bérgamo se tornou conhecida pelas imagens impactantes de caminhões transportando corpos para outras cidades para sepultamento ou cremação, porque as funerárias locais não davam mais conta do número crescente de mortos.
Em um dia chegaram a morrer 800 pessoas. Agora os números estão baixando, mas ainda segue elevado. Na Itália o registro de quarta era de 27.682 mortos e só na Lombardia morreram 13.779 pessoas.
Roseane fala destes número e deixa o recado aos garibaldenses que se cuidem e se puderem fiquem em casa. A partir de meados de maio, a tendência é de que inicie o relaxamento de algumas medidas.
Acompanhe a entrevista em escute a notícia

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