Presidente da CICs Serra diz que é medíocre o deságio de 1,3% do leilão de concessão das rodovias da região
Baixar ÁudioElton Gialdi espera que governo se sensibilize e não assine o contrato que irá impactar a vida dos moradores da Serra Gaúcha nos próximos 30 anos
Após o consórcio Integrasul ser confirmado como a empresa que irá administrar as seis rodovias incluídas no Bloco 3 das concessões de rodovias estaduais, que incluem trechos na Serra e no Vale do Caí, na última quarta-feira, 13/04 as críticas e pressões políticas em torno da assinatura do contrato começaram a se desenhar. A pouca comemoração é em razão dos valores que serão cobrados nos pedágios da região: entre R$ 6,85 e R$ 9,83. Em troca, a concessionária terá de fazer obras de modernização da malha viária, como duplicação de estradas e construção de viadutos, entre outras melhorias estimadas em R$ 3,4 bilhões ao longo de 30 anos do contrato.
O leilão ocorreu na sede da B3, a bolsa de valores de São Paulo. A associação das empresas Silva & Bertoli Empreendimentos e Participações Societárias SA e Gregor Participações Ltda, ambas com sede no Paraná, ofereceu desconto de apenas 1,3% sobre o valor base das tarifas de pedágio. Essa foi a única proposta apresentada para o leilão. O prazo para a assinatura do contrato é de 120 dias a partir da homologação do resultado do leilão. O cenário que se projeta é uma mobilização de lideranças políticas da região para a não assinatura do contrato por parte do governo do Rio Grande do Sul, uma prerrogativa válida nesses casos. Entretanto, o governo não dá indícios que irá ceder às pressões.
Em entrevista à Rádio Garibaldi, o presidente da CICs Serra, Elton Gialdi, considerou medíocre o deságio do leilão de 1,3%, ficando longe da expectativa que seria de 40 a 50% para que se tivesse um preço semelhante a outras regiões nos pedágios. Se esse valor for mantido, viagem de Garibaldi a Porto Alegre, ida e volta, teria um custo de cerca R$ 35 reais.
A CICs Serra está buscando sensibilizar o governo para não assinar o contrato. Se não estiver a contento da Sociedade, existe uma prerrogativa no leilão de que o governo pode parar a licitação. “É preciso ser estudado muito esse contrato, porque vai impactar a vida dos gaúchos nos próximos 30 anos”, finalizou Elton Gialdi, presidente da CICs Serra.
(entrevista completa em ouça a notícia)

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