Associação União do Planalto cobra uma solução para o reassentamento de 20 famílias do Chácaras
Secretário de Habitação, Trabalho e Assistência Social, Moises Nekel, diz que prefeitura aguarda liberação de recursos do governo federal
Um grupo de cerca de 20 famílias que são moradoras da Rua Barão do Triunfo, Bairro Chácaras, no conhecido "Buraco Quente" não querem passar mais um inverno nas atuais condições. São diversos casebres situados em um beco e com condição subumanas de moradia. As mesmas não recebem reforma há anos pela promessa de que a prefeitura ofereceria um terreno para a construção de casas novas. Esta situação vem se rolando há 20 anos, denunciam os moradores.
Os casebres estão com paredes de madeira podres devido a água da chuva que fica acumulada no local e também pelos telhados com goteiras. O próprio terreno que fica numa baixada dificulta a vazão da água. Com o reassentamento destas famílias, possibilitaria uma condição melhor, com ventilação e urbanização com a abertura de uma rua, para as outras famílias que tem suas casas alí construídas e que foram reformadas por seus proprietários. O total de famílias neste aglomerado de habitações é de 43, mas a situação crítica é para 20 famílias.
Uma comitiva esteve na Câmara de Vereadores na segunda-feira, buscando apoio dos vereadores e, nesta quinta-feira, participaram de entrevista na Rádio Garibaldi, o presidente da Associação União Planalto, Edmar Luiz da Silva, conhecido como "Zezinho" e as integrantes da comissão Alice Ponízio da Silva e Martina Moraes.
Edmar Luiz da Silva, diz que seu pai sempre lutou por uma solução para estas casas, mas não teve a felicidade de ver isso concretizado. Ele faleceu há seis anos.
Martina, conhecida como Marta, diz que com medo da casa desabar a qualquer momento ela foi morar num prédio próximo, mas sonha com a sua casa no terreno adquirido pela prefeitura. Ela chega a socilitar à prefeitura que separe a área adquirida em terrenos possibilitando que as próprias famílias façam as construções.
Em resposta, o secretário de Habitação, Trabalho e Assitência Social, Moiséis Nekel, diz que estes casebres foram construídos de forma irregular, há muitos anos. Ele diz que a prefeitura tem adquirido um terreno com 3.600m quadrados a uma quadra acima deste local, na Rua Fiorindo Chesini. Esse terreno, segundo, Nekel, está com toda a infraestrutura pronta com acesso pavimentado, água e luz. O projeto que está na Caixa Econômica Federal para construção de casas geminadas, foi aprovado, está apto para receber recursos, sendo enquadrado na faixa 1 (para quem recebe até R$ 1.600,00), mas acontece que o governo federal não está mais liberando recursos para esta condição sócio-econômica.
Conforme Nekel, o prefeito está em Brasília para buscar uma solução de liberação desses recursos. O secretário disse que assim que forem liberados os recursos, em no máximo, 120 dias as casas estarão construídas, porque até a empresa que irá realizar esta obra está em condições e habilitada para realizar esse projeto que terá um custo de R$ 1 milhão e 200 mil reais.
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