Médico da Medicina do Trabalho diz que o trabalhador rural foi esquecido
Baixar ÁudioEduardo Valduga participou do Debate na Rádio Garibaldi
O que ocorreu em Bento Gonçalves, segundo o médico Eduardo Valduga, em que 207 trabalhadores foram localizados em alojamento em condições não satisfatórias trará mudanças no emprego de mão de obra na área rural. Valduga que atua há 30 anos na Medicina do Trabalho diz que as leis trabalhistas tiveram uma intensa fiscalização para trabalhadores urbanos, diferente do rural que segue sem uma fiscalização. Ele entende que o empresário rural precisa se profissionalizar, registrando o safrista como trabalhador temporário.
O custo deste safrista dentro da legalidade custará bem menos que uma possível indenização. Por outro lado, ele entende que o trabalhador também merece suas garantias, sempre pensando em sua saúde. No caso das cantinas, as empresas não tiveram má fé, pois contrataram uma terceirizada com a ideia de que esta empresa estava oferecendo todas as condições obrigatórias para os terceirizados, mas a legislação prevê que a contratante é corresponsável na questão de risco. Segundo ele, a profissionalização na contratação deve ocorrer e que sejam seguidas rigorosamente as regras da Legislação Trabalhista. “Tudo isso é mais barato que uma possível indenização trabalhista”, diz Valduga.
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