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Quase metade das empresas no RS são 'empreendedores solo', segundo estudo

por Denise Furlanetto

Especialista Italo Rickes fala sobre o assunto

Foto: Divulgação

Para empresário e especialista em mudança comportamental Italo Rickes, opção pelo empreendedorismo é louvável e mostra mudança na matriz socieconômica do brasileiro. Ele salienta, entretanto, que é preciso buscar conhecimento para evoluir do 'eupresa' para um negócio sustentável e que gere resultado. Rickes integra o Gestão de Impacto, programa de imersão voltado para empreendedores, que reunirá mais de cem empresários em Gramado, na Serra Gaúcha, de 23 a 26 de Fevereiro

Pouco mais de 45% dos empreendimentos em estágio inicial no Rio Grande do Sul pode ser caracterizada como pertencentes a “empreendedores solo”, já que a única ocupação gerada pelo negócio é a do próprio empreendedor. Por outro lado, cerca de 55% dos empreendedores iniciais no Estado estavam à frente de negócios que geraram pelo menos um posto de trabalho para outra pessoa.
 
Os números são da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) da Associação Nacional de Estudos e Pesquisas em Empreendedorismo (Anegepe) e divulgada no fim de 2024. Ainda de acordo com dados do estudo, 60,5% da população do RS concorda que, nos próximos meses, haverá boas oportunidades para iniciar um negócio na cidade ou região onde reside.
 
Segundo o empresário e especialista em mudança comportamental Italo Rickes, os dados mostram uma mudança de cultura e até uma mudança na matriz mental do brasileiro, que começa a ver o empreendedorismo com clareza, desmistificando aquela questão de ter uma empresa. Todavia, conforme Rickes, muito desse movimento pelo empreendedorismo está baseado na necessidade.
 
"Talvez isso nunca mude. Não está errado a pessoa sentir necessidade e buscar uma saída, e o empreendedorismo pode ser uma delas. Todavia, é preciso dar o segundo passo e assumir isso como algo que vai alavancar sua vida, e não o contrário. O que mais vejo nas consultorias e nas imersões que promovemos é o 'eupresa'. É uma brincadeira que fazemos com o pessoal. Ou seja, o passo mais difícil, que é decidir empreender e começar do zero, formar uma estrutura, ainda que mínima, e ir para o mercado de peito aberto, já foi dado. Mas o empreendedor nem sempre possui todas as ferramentas e, por isso, precisa buscar conhecimento para ter como estruturar planejamento financeiro, vendas, fluxo de caixa e toda uma série de ferramentas que serão a base para aquele negócio crescer e ultrapassar fronteiras", explica.
 
Rickes integra o Gestão de Impacto, programa de imersão voltado para empreendedores que reunirá mais de cem empresários em Gramado, na Serra Gaúcha, de 23 a 26 de Fevereiro, com o foco no impulsionamento de negócios e atingimento de alta performance através de estratégias e ferramentas de gestão.
 
“O empreendedorismo de necessidade, pura e simplesmente, tem menores chances de prosperar. Porém, a maioria dos empreendedores partem para esse caminho, pois vislumbraram uma oportunidade. Mas daí você olha o cenário com pandemia, alagamentos, a montanha-russa da economia e é inegável que é muito desafiador. Contudo, costumamos dizer que mares revoltos formam grandes marinheiros. Isto é, o empreendedor precisa perceber a importância de planejamento, fluxo de caixa, o que prepara para enfrentar esses períodos mais áridos e, acima de tudo, crescer”, explica.

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