Secretária de Saúde fala sobre entrega de medicamentos pelo SUS
Clarisse Lagunaz participou do Debate
A secretária de Saúde de Garibaldi, Clarisse Lagunaz, participou do Debate, desta quinta-feira para falar sobre o desafio na área de saúde, pois a todo momento são solicitadas demandas, novas doenças surgindo e tudo é gerenciado pela Secretaria Municipal que é a representante do SUS. As dificuldades enfrentadas nos últimos tempos são a falta de medicamentos.
A Secretária explica a logística de distribuição de medicamentos em Garibaldi. Além da farmácia municipal, cada unidade básica tem a sua farmácia, onde são disponibilizados medicamentos contínuos, antibióticos e analgésicos.
O que não são disponibilizados nos postos são os controlados de faixa preta. Para fazer a entrega desses medicamentos é preciso o trabalho de um farmacêutico, profissional que atua na Farmácia Municipal.
Em alguns momentos, estão ocorrendo falta de alguns medicamentos. Por exemplo, há falta agora é de amoxicilina, o antibiótico mais comum que o pediatra receita para as crianças.
De acordo com a secretária esse antibiótico já foi adquirido, assim como outros medicamentos foram comprados, mas a dificuldade está na entrega.
Ela explica que a compra dos medicamentos é feita, de forma regional, através do Sisga (consórcio intermunicipal). Existe empresa licitada, mas a mesma não consegue entregar pois os laboratórios não estão conseguindo elaborar alguns produtos por falta de insumos. Algumas farmácias particulares que não trabalham com estoques grandes também já estão registrando a falta de alguns produtos. Há duas semanas, os mais de 200 da lista básica estão retornando às prateleiras, mas a normalização integral dos itens ainda não acontece.
Segundo a secretária, este momento de falta de medicamento, não acontece por falta de dinheiro, não é devido ao atraso de licitação, mas é em função dos laboratórios que não fazem a entrega, em função da falta de matéria-prima e dificuldade de distribuição. O estoque é sempre para atender cerca de três e quatro meses, mas desde fevereiro está difícil regular a distribuição.
Outro empecilho foram os valores que cresceram assustadoramente principalmente dos antibióticos e a licitação ainda contemplava valores antigos, o que faz com que a distribuição seja segurada. O município tem uma lista 216 tipos de medicamentos adquiridos com recursos do município e 1.600 tipos do Estado.
Outro dado que chama atenção é a quantidade de medicamentos que são consumidos. Em junho, foram dispensados para a comunidade 725 mil medicamentos (entre comprimidos, frascos, xaropes e outros). Foram mais de 6 mil pessoas atendidas em um mês.
A secretária aproveita para lembrar que as farmácias Panvel, São João e Farmácias Associadas que fazem parte de grandes redes possuem convênio com o Governo Federal no programa da farmácia popular, onde as famílias poderão retirar alguns medicamentos gratuitamente como para diabete, pressão e outros. É preciso para isso apresentar a receita válida por seis meses.

Comentários