Antiga banca de revistas na praça fechou
Baixar ÁudioForam 44 anos de atuação
Depois de 44 anos de atividades, a antiga banca de revistas encerrou um ciclo na Praça Loureiro da Silva. O local passará por uma revitalização, o que seria um dos motivos para o fechamento. Porém, também pesaram as mudanças trazidas pela era digital e a diminuição do hábito de leitura no Brasil, com queda significativa no número de leitores nos últimos anos. Essa tendência vem sendo observada em diferentes faixas etárias e níveis de escolaridade. O que se percebe é o aumento do tempo gasto em telas e redes sociais e a redução nas leituras.
Para falar sobre a história dessa banca que marcou gerações, esteve na Rádio Garibaldi Eliane Steffenon, filha do saudoso Ibanor Steffenon, falecido no ano passado. Foi ele quem, em 1981, trouxe uma banca para Garibaldi. Durante uma viagem a São Paulo, acompanhando a equipe de esquiadores, conheceu uma banca móvel e decidiu levar a ideia para a cidade. Era uma banca pequena, mas que priorizava a exposição de livros e revistas.
Eliane herdou o negócio em 1992 e, no ano seguinte, modificou a estrutura, acompanhando também os novos lançamentos, como gibis, além de manter o local como ponto de troca de figurinhas e venda de jornais. No passado, a banca funcionava até aos domingos, chegando a vender 150 exemplares do Zero Hora dominical, cujo caderno de classificados era bastante procurado. Hoje, o jornal não possui mais edição exclusiva de domingo — a publicação passou a sair junto com a de sábado — e os classificados, embora ainda existam, perderam espaço e importância.
Em 2008, houve mudança na administração, mas a banca continuou sendo conhecida pelo nome original. “Infelizmente, muito se perdeu com a internet e os celulares, mas as boas lembranças ficam. A banca acompanhou gerações, coleções, álbuns de figurinhas da Copa e tantos outros momentos. Tudo fica para a história, mas esperamos que o hábito cultural da leitura não se perca”, afirmou Eliane.
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