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Com novo coordenador de combate a endemias, município de Soledade mantém batalha contra o Aedes Aegypti

Baixar Áudio por Marcus Vinicius Prates de Souza

Controle e fiscalização serão mantidos no inverno, pois o mosquito vem se adaptando ao frio

Água parada é aliada do mosquito transmissor da dengue
Foto: rnews

O município de Soledade conta com novo coordenador na vigilância sanitária ambiental, trata-se de Gabriel Colombo Dalbosco que substituiu Luiz Gustavo Batista Pedroso. Conforme o profissional, o convite para que assumisse a função veio direto do secretário municipal da saúde, Diego Vidaletti.

Como já realizava o controle de qualidade da água no município, de imediato aceitou a incumbência, e passou então a coordenar a equipe de agentes de combate a endemias, que entre outras atribuições faz o controle da dengue na cidade. “Acredito que será um grande desafio, mas já estou há quatro anos na equipe acredito que já tenho experiência para isso”, disse Gabriel.

Cabe aos agentes de endemias realizarem vistorias em residências, depósitos, terrenos baldios e estabelecimentos comerciais em busca de focos endêmicos, inspeção cuidadosa de caixas d’água, calhas e telhados, aplicação de larvicidas e inseticidas, orientações quanto à prevenção e tratamento de doenças infecciosas e recenseamento de animais. Essas atividades são fundamentais para prevenir e controlar doenças como dengue, chagas, leishmaniose e malária e fazem parte das atribuições destes profissionais.

Sobre a questão da dengue, Gabriel deixou claro de não há nenhum caso suspeito ou tão pouco confirmado no município, no entanto há a presença do mosquito transmissor o Aedes Aegypti, em todos os bairros da cidade, além do agravante de que cidades próximas já têm casos positivados para dengue.

Gabriel destacou que o período de seca trouxe preocupações, pois as pessoas armazenaram água em locais desprotegidos onde o mosquito pode depositar seus ovos. Outro fator que preocupa é o frio, que já se sente no outono e se potencializa no inverno soledadense, e é considerado de alto risco, pois é neste momento que existem os maiores descuidos com a água parada. “Não se pode ganhar água por muitos dias, tem que usá-la o mais rápido possível”, informou.

Ainda sobre o frio, Gabriel fez um alerta, pois se estima que em temperaturas abaixo dos 5ºC possam ocasionar a morte do mosquito, no entanto, os ovos podem ficar mais de um ano incubados na espera do momento certo de eclodir, diante desta situação os cuidados devem ser permanentes, ou seja, o ano todo.

A dengue representa um grande desafio para gestores e profissionais de saúde. Tanto o agente comunitário de saúde como o agente comunitário de endemias, trabalhando diretamente com a comunidade, são atores importantes para a obtenção de resultados positivos em qualquer cidade do país.

Ouça a entrevista com Gabriel Colombo Dalbosco, na íntegra, no player de áudio acima.

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