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Finados: a celebração da esperança e da fé

por José Theodoro

Programa Razões da Fé faz uma reflexão sobre as celebrações do Dia dos Mortosos

Foto: Divulgação

O programa Razões da Fé deste domingo fala sobre Finados. Foram convidados, frei Mauri Francescatto (vigário paroquial da Imaculada Conceição), Angelista Granja ( psicóloga, cerimonialista e responsável por famílias enlutadas), Gilson Valério Menegol (psicólogo da Luspe e gerente do memorial São José) e Ana Reis (especialista em luto e mestre em teologia e membro do grupo Luspe).

O programa vai ao ar às 22h na RedeSul de rádio, São Francisco de Caxias do Sul, Fátima de Vacaria, Cacique de Lagoa Vermelha, Alvorada de Marau, Veranense de Veranópolis, Garibaldi de Garibaldi, Maristela de Torres, Sarandi de Sarandi, Cristal de Soledade, Rosário de Serafina Corrêa, Aurora de Guaporé, Cultura de Campos Novos. Transmitem também esse programa a rádio Miriam de Farroupilha e Webradio Migrantes.

Texto para reflexão

Desde os primeiros séculos, os cristãos já visitavam os túmulos dos mártires para rezar por eles e por todos aqueles que um dia fizeram parte da comunidade primitiva. No século XIII, o dia dos fiéis defuntos passou a ser celebrado em 2 de novembro, já que no dia 1 de novembro era comemorada a solenidade de todos os santos.// A Igreja sempre celebra aquilo que provém de uma tradição, daquilo que é fruto de uma experiência de fé no seio da comunidade cristã. A comemoração de todos os fiéis falecidos evidencia a única Igreja de Cristo como: peregrina, purgativa e triunfante que celebra o mistério pascal.

No dia de Finados, não festejamos a morte. Seria uma ignorância e uma contradição. Celebramos sim, nossa fé na ressurreição e a esperança do encontro na morada que Jesus nos preparou, no seio amoroso de Deus. A comemoração dos fiéis defuntos é uma oportunidade ímpar para agradecer a Deus pela existência daqueles que nos precederam e, de certa forma, participaram da construção de nossa própria história.

O gesto mais comum em Finados é a visita ao cemitério, a participação na Eucaristia e as devoções próprias de cada cultura, como acender velas, oferecer flores e enfeitar os túmulos dos falecidos. Em todos estes gestos antropologicamente enraizados no ser humano transparece a consciência que temos de nossa finitude e da necessidade absoluta de apego ao Divino para a manutenção da esperança em glorificação da existência.

Na semana que passou, o Vaticano divulgou regras para a cremação de católicos, que incluem a proibição à conservação das cinzas do morto em casa, evitando que elas se tornem lembranças comemorativas. As normas estão presentes em uma instrução da Congregação para a Doutrina da Fé aprovada pelo Papa Francisco. De acordo com o documento, se for escolhida a cremação, as cinzas do defunto devem ser mantidas em um lugar sacro, ou seja nos cemitérios, e a conservação das cinzas no ambiente doméstico não é permitida.

Segundo o documento, a cremação é permitida pela Santa Sé desde 1963, desde que não seja um ato de contestação da fé. A igreja não tem razões doutrinárias para impedir, já a cremação do cadáver não atinge a alma e não impede a onipotência divina de ressuscitar o corpo. Mas a igreja continua preferindo o sepultamento porque assim se mostra uma estima maior em relação aos mortos. 

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