Casa de Carnes Tradição já trabalha dentro das normas impostas pelo Ministério Público em Soledade
Após operação, estabelecimento se prontificou a atender as demandas exigidas e já voltou a atender a comunidade
Foto: Paulinho Paes/Tua Rádio Cristal
A Tua Rádio Cristal ouve nesta sexta-feira, 31/08, os representantes das empresas que foram alvo da Operação da Força Tarefa da Segurança Alimentar do Ministério Público em Soledade na quarta-feira, 29/08. O objetivo é conceder a estes empresários o direito de contarem a sua versão do fato.
O advogado e sócio-proprietário da Casa de Carne Tradição, Maicon Rodrigues, esteve na Tua Rádio Cristal para falar sobre os procedimentos que foram tomados após a fiscalização realizada no estabelecimento.
Para ele, ainda há um espaço para a apresentação de defesa dos estabelecimentos e a divulgação, por parte do Ministério Público, foi precoce ao, no mesmo dia, colocar uma matéria do que teria acontecido e com alguns termos que não demonstrariam o que de fato acontecia dentro do estabelecimento.
Algumas carnes de frango, segundo Maicon, eram descongeladas para serem temperadas para que o consumidor já comprasse pronta, e, segundo o MP, isso tornaria o produto impróprio consumo.
"O único trabalho que fazíamos era descongelar e temperar para vender pronta, nitidamente, as carnes ainda estavam consumíveis. Além disso, nós somos reconhecidos pela vende de produtos que nós mesmos fizemos e isso, segundo imposto, nós não temos a legalidade para fazer, então cancelamos em um primeiro momento", destacou Maicon.
Ele salientou que todos os produtos estavam com nota e carimbadas, conforme a lei. A falta de procedência, segundo ele, encontrada em algumas carnes é que elas eram tiradas das caixas do fornecedor e coloca uma embalagem do estabelecimento. Segundo as autoridades, isso faz com que o produto perca a rastreabilidade.
"A realidade do interior é que o pessoal as vezes não tem tempo para temperar e por isso deixávamos prontos para eles, era um costume para melhor atender", destacou Rodrigues.
Maicon pontuou ainda que em uma demonstração de boa fé a Operação, mesmo sabendo que a fiscalização estava na cidade, o local como outros estabelecimentos não fecharam suas portas, como muitos fizeram.
"Nós já estamos 100% com os pedidos da força tarefa. Os alvarás venceram a menos de um mês e por isso, nós já marcamos para fazer na próxima semana. Nós atualizamos da maneira que pudemos, cancelando algumas fabricações para nos adequar", contou o sócio-proprietário.
Uma das maiores críticas de Maicon é de que houve excessos da forma como a abordagem aconteceu, de certa maneira, assustando quem está de fora. "Não só a divulgação de nomes por parte do Ministério Público, mas também a forma como foi conduzida a operação, assustando quem vê de fora", finalizou Maicon.
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