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Hospital de Soledade vive um de seus melhores momentos em 5 anos, afirma Grande Conselho

por Nayam Franco

​Presidente do Grande Conselho acredita que administração do hospital e política não devam se misturar

Douglas participou da programação da Cristal
Foto: Paulinho Paes/Tua Rádio Cristal

O Hospital Frei Clemente de Soledade voltou a respirar sem ajuda de aparelhos. Isso acontece em um momento que a casa de saúde soledadense já tem uma maior estabilidade financeira, não atrasando salários, e enfrenta um de seus melhores momentos nos últimos anos.

O presidente do Grande Conselho do Hospital Frei Clemente, Douglas Dall Cortivo falou sobre o momento da casa de saúde soledadense, com grande otimismo, mas também com projeções de algumas mudanças.

"O hospital vive hoje um dos melhores momentos dos últimos cinco anos. Nós temos o engajamento da população e de lideranças locais e regionais", lembrou Douglas.

Segundo ele, as dívidas reduziram e os salários estão sendo pagos em dia embora o estado ainda deva três meses para o hospital. "É claro que enfrentamos uma resistência grande da comunidade, pois o hospital viveu muito uma época em relação ao atendimento e esse ranço é difícil de ser vencido", afirmou.

O objetivo, conforme Dall Cortivo, é quebrar esse "ranço" de que política e o hospital não devem ser misturados, o que está acontecendo nesta administração.

"A gente precisa que a comunidade abrace a causa e entenda que nós precisamos quebrar paradigmas para tirar isso do nosso papel. Em outras épocas, foi tentado conciliar política com a direção do hospital e isso não acontece mais", pontuou.

Douglas lembrou que há muito tempo o município e o hospital estavam conciliados politicamente e, com uma mudança de quadro no município, fato este que não aconteceu no hospital e causou algumas divergências e um déficit no atendimento da casa de saúde.

"O Hospital tem média de 100 a 120 atendimentos por dia de urgência e emergência, 4000 por mês. Isso é mais que o São Vicente em Passo Fundo. Somente 20% dos casos são de urgência e emergência, ou seja, só 20% de 4 mil deveriam estar no Pronto Atendimento", enfatizou.

Dall Cortivo criticou o sistema como a população está entendendo o Pronto Atendimento da casa de saúde. "Médicos já falaram que não podem recusar o atendimento de uma dor de barriga, que não é urgência e nem emergência, e ao invés da pessoa ir para o terceiro turno da Secretaria da Saúde que presta o serviço para esses tipos de casos, eles vão pra delegacia, pro Ministério Público", lembrou Douglas como um combate que deverá ser feito "quebrando essa cultura" de ir para qualquer atendimento no Pronto Socorro.

O presidente finalizou que a administração do Hospital não quer gerir olhando para o retrovisor e sim para frente, sem buscar culpados. Mas ainda assim, problemas do passado está tentando ser solucionados.

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