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Gabinete de Gestão Integrada realiza ações em prol da segurança pública de Soledade

por Nayam Franco

Promotor também falou sobre segurança pública, constituição e bandidolatria

Há um ano em Soledade, o promotor de Justiça Diego Prux, avalia como positivo seu primeiro ano de trabalho no município. Ele esteve na Tua Rádio Cristal para falar sobre este ano que, para ele, pareceu dez.

"Um ano, mas parece que já fazem dez. Quero ficar muito tempo aqui em Soledade, sei que é uma responsabilidade muito grande substituir alguém como o doutor Vercilei, mas esse é meu atual objetivo. Estou vivendo também um momento único na minha vida com o nascimento da minha filha e com o apoio da minha esposa", lembrou Diego Prux.

O promotor falou também que um grupo de trabalho foi formado para trabalhar em prol da segurança pública, mas para fazer algo que funcione. "A segurança pública não se discute, é unanimidade que necessita de investimentos e fortalecimento das nossas polícias", lembrou o promotor.

Segundo Prux, dentro da necessidade, criou-se um grupo formado pelo Ministério Público, Brigada Militar, Polícia Civil e Consepro e isso que ocorre há três meses em Soledade, em resumo, foram pensados pontos onde poderá ser trabalhado e buscar solução, sem esperar somente pelo Poder Público.

"Não podemos deixar que a culpa seja das dificuldades financeiras do Poder Público e não fazer nada a partir disso. Por isso montamos um grupo pequeno, com pessoas sérias e que querem fazer algo para a segurança pública de Soledade", contou Diego.

Falando sobre a criminalidade, o promotor de Justiça afirmou que Soledade e o Rio Grande do Sul vem vivendo dificuldades quanto a investimentos na área da segurança, e que isso pode ocasionar muitos problemas no futuro soledadense.

"A situação no Rio de Janeiro não aconteceu de ontem para hoje. Foram acontecimentos que aconteceram a muito tempo e estão aflorando agora. Nós não podemos deixar isso acontecer aqui. Uma polícia sucateada, sem viaturas, salário parcelado, tem armas defasadas, não tem prestígio com a comunidade e vivemos quase que uma bandidolatria. Assaltos a luz do dia, reincidência, não há punição", afirmou Prux.

Para ele, há um problema na Segurança Pública, onde deve se ter uma preocupação para a gestão pública investir e que a sociedade também busque seu fortalecimento. "Não digo que não deve investir em saúde e educação, deve, mas não pode deixar segurança pública pra depois", pontuou.

O promotor lembrou ainda que o grupo estuda também investir no Presídio Estadual de Soledade, para melhorar a condição dos presos que estão em uma casa penitenciária superlotada, mas principalmente, para aumentar a capacidade de presos e colocar mais criminosos lá.

"A constituição beneficia o criminoso e esquecesse da vítima. Tem que haver o interesse público. Quando um presídio está lotado, a solução não é soltar criminosos, e sim criar mais presídios. Cadeia não é pra ressocializar, é pra tirar criminosos de circulação", declarou.

O promotor foi incisivo que a certeza da punição de criminosos faria com que os criminosos saíssem de circulação. "Se o criminosos soubesse que quando cometer um crime vai ficar 20 anos preso, ele vai pensar duas vezes. Mas agora, ele sabe que pode cometer um crime, ele vai ser preso e depois solto. Aí não tem punição na verdade", concluiu.

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