Coordenadora da 25ª CRE aborda sobre a questão de entrega dos uniformes nas escolas estaduais
A coordenadora da 25ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Sandra Zatt Grando, abordou em entrevista para Tua Rádio Cristal, questões importantes que impactam diretamente o funcionamento das escolas estaduais do Rio Grande do Sul.
A coordenadora da 25ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Sandra Zatt Grando, abordou em entrevista para Tua Rádio Cristal, questões importantes que impactam diretamente o funcionamento das escolas estaduais do Rio Grande do Sul. Entre os temas destacados estão a distribuição dos uniformes escolares, a dificuldade na contratação de professores em áreas específicas e os desafios relacionados à aprendizagem dos alunos do ensino médio, conforme dados recentes divulgados pelo Ministério da Educação.
Primeiramente Sandra abordou a questão envolvendo os uniformes para os alunos da rede estadual de ensino. “Temos 9 empresas trabalhando na produção dos uniformes para cerca de 2.304 escolas do Rio Grande do Sul, aqui na 25ª CRE atualmente contamos com 47 escolas que são atendidas de 18 munícipios, em um montante geral de 10.707 matriculas, onde são disponibilizadas 10 peças por aluno. Nesse momento estamos no verão, então fizemos uma força tarefa para que as peças de verão fossem entregues, o Governo do Estado realizou o processo solicita tório, a partir que a empresa assinou o contrato ela tem o prazo de entrega, após o recebimento nas escolas, as mesmas realizam uma organização no processo de recebimento provisório, seguido do recebimento definitivo conferindo todas as peças, mas aqui em Soledade apenas uma escola não realizou a entrega das peças devido essa organização interna”.
A coordenadora também comentou sobre a carência na busca por recursos humanos capacitados para dar aula. “Contamos todos os anos com o tramite da inscrição para contratos temporários, nesse momento estamos com falta de professores de matemática, química, artes e ensino religioso, até temos profissionais nestas áreas, mas que ainda não realizaram a inscrição, diante disso não podemos contratar. No último ano tivemos 90 inscritos para matemática, e passamos esses 90, mas não obtivemos sucesso, então temos essa carência devido o professor ter saído da escola, e os que estavam na banca não aceitaram as condições”, disse a coordenadora.
Por fim, Sandra destacou como está o sistema de aprendizagem, após o levantamento divulgado pelo MEC, sobre a aprendizagem de jovens no final do ensino médio que cresceu pouco no Brasil, mas caiu no estado do Rio Grande do Sul. “Possuímos uma trajetória do estudante, quando se fala de infrequência e evasão a escola faz um plano de ação que é a busca ativa, pois os alunos infrequentes não estando na escola eles não vão aprender diante disso baixando o índice, já pelo outro lado, os alunos que se fazem presentes nas aulas temos dados que a eficiência é boa e eles aprendem. Na participação das provas externas contamos com baixa porcentagem de avaliação, sendo de 76% a participação onde precisaria ter pelo menos 80%”.
Texto: Eduardo Nunes/Tua Rádio Cristal
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