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Abertas inscrições em edital que destina 1.500 prêmios de R$ 8 mil para trabalhadores da cultura

por Ricardo Silva

Inscrições encerram em 09 de março

Foto: Divulgação/Pixabay

Provedores de cultura do Estado têm até o dia 9 de março para se inscreverem no Prêmio Trajetórias Culturais - mestra Sirley Amaro, que tem como objetivo facilitar o acesso aos recursos da Lei Aldir Blanc (Lei n°14.017/2020) para um dos segmentos mais afetados com a pandemia do coronavírus, o setor cultural. As inscrições podem ser feitas pelo site www.premiotrajetoriaculturalrs.com.br

Trajetórias Culturais é um prêmio de reconhecimento do Estado e da sociedade civil para os fazedores de cultura, que transformam vidas por meio da arte nas diferentes comunidades, e formalizado através de Chamada Pública. Para acessar o edital, clique aqui.

Com valor executado em R$ 12 milhões, o prêmio beneficiará mil e quinhentas (1.500) trajetórias culturais, distribuídas nas nove (09) Regiões Funcionais dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), no valor de R$ 8 mil para cada projeto.

Os inscritos poderão apresentar as suas trajetórias nos seguintes segmentos culturais: audiovisual; artesanato; artes visuais; circo; culturas populares; cultura viva; dança; diversidade linguística; livro, leitura e literatura; música; teatro; memória e patrimônio; e museus. A seleção também contemplará pontuação específica para diversidade e pessoa física, com 51% para cotas sociais - autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas, ciganos, mulheres trans/travestis, homens trans e Pessoas com Deficiência (PCDs). Serão descontados os tributos legais obrigatórios incidentes sobre o valor a ser repassado a todas as pessoas premiadas.

Quem foi a mestra Sirley Amaro?

Pelotense, nascida em 1935, a mestra griô Sirley Amaro, que faleceu em 2020, é a homenageada do Prêmio por ter contribuído, significativamente, com os saberes tradicionais, com a cultura popular e com o programa Cultura Viva, do extinto Ministério da Cultura. Sirley disseminou e protegeu os conhecimentos ancestrais do povo negro do Rio Grande do Sul durante anos e ficou conhecida em outros estados do país por sua atuação na conservação e perpetuação do conhecimento da cultura negra. A caminhada como mestra griô iniciou em 2006, quando o Brasil começava a reconhecer os saberes populares e da tradição oral.

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