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Agosto é o mês do cachorro louco? Veterinário explica a relação com a raiva canina

Baixar Áudio por Diones Pimentel

O médico veterinário Leandro Peruzzo explicou que a mudança na luminosidade nesse período pode estimular o cio das cadelas não castradas.

Foto: Rudimar Galvan/ Tua Rádio

O mês de agosto é tradicionalmente conhecido como o “mês do cachorro louco”, mas a expressão tem origem em uma crença popular relacionada ao comportamento dos cães durante a saída do inverno. Em entrevista à Tua Rádio Cacique, o médico veterinário Leandro Peruzzo explicou que a mudança na luminosidade nesse período pode estimular o cio das cadelas não castradas. Antigamente, a presença de muitos cães soltos nas ruas fazia com que os animais se reunissem e ocorressem disputas entre eles, contribuindo para a criação da tradição. Segundo o profissional, porém, não existe uma relação científica direta entre o mês de agosto e o aumento dos casos de raiva.

Durante a entrevista, o veterinário destacou que a raiva é uma zoonose grave, capaz de ser transmitida dos animais para os seres humanos. Entre os sinais que podem chamar a atenção estão a mudança repentina de comportamento, agressividade, perda de consciência e salivação excessiva. Peruzzo reforçou que a prevenção depende principalmente da vacinação de cães e gatos, que deve seguir o calendário recomendado pelo médico veterinário e ser atualizada anualmente. Em caso de suspeita, a orientação é não tentar manipular o animal por conta própria, mantê-lo isolado com segurança e comunicar a Vigilância Sanitária, a Secretaria de Saúde ou um médico veterinário para que sejam adotados os procedimentos adequados.

O profissional também orientou que, em caso de mordida ou contato de um animal suspeito com uma pessoa, a ferida deve ser lavada abundantemente com água e sabão e o atendimento em um serviço de saúde deve ser procurado. A raiva não possui tratamento curativo para animais diagnosticados, por isso a identificação e a notificação de casos suspeitos são fundamentais para proteger a população e outros animais. Mesmo com a doença considerada erradicada no Rio Grande do Sul pelos órgãos oficiais, Peruzzo ressaltou que a vacinação não deve ser deixada de lado. A recomendação aos tutores é verificar a carteira de vacinação dos pets e procurar um médico veterinário para atualizar o protocolo sempre que necessário

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