Ferramenta para solicitar medida protetiva online em casos de violência contra mulher já está disponível
Podem ser solicitadas até seis medidas protetivas
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul lançou, na tarde de quinta-feira, 24/04, a ferramenta digital "Medida Protetiva Online", que já está disponível no site da instituição. O novo recurso permite que vítimas de violência doméstica solicitem medidas protetivas de urgência pela internet, de forma rápida, segura e acessível.
Para utilizar a plataforma, basta acessar o site da Delegacia Online e clicar no ícone "Delegacia de Polícia Online da Mulher RS". Dentro da página, a vítima pode registrar a ocorrência policial e solicitar as medidas protetivas desejadas. Uma cartilha explicativa, com o passo a passo completo para a solicitação via internet, também está disponível no portal.
Entre as medidas que podem ser solicitadas estão:
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Afastamento do agressor do lar;
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Proibição de contato e aproximação da vítima e seus familiares;
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Proibição de frequentar determinados locais;
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Restrição de posse ou porte de armas;
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Restrição ou suspensão de visitas a menores;
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Concessão de pensão alimentícia.
Após o registro online, o sistema envia automaticamente um alerta para a Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA), que será responsável por encaminhar o pedido ao Poder Judiciário. A partir desse ponto, o trâmite segue os mesmos procedimentos dos pedidos realizados presencialmente. Um juiz analisará a solicitação e comunicará a decisão às partes envolvidas: vítima e agressor.
Para utilizar a plataforma, é necessário que a vítima possua uma conta no GOV.BR, o que garante a segurança e autenticidade das informações, além de proporcionar maior agilidade no atendimento.
Outras medidas
Durante o anúncio, o Chefe de Polícia também divulgou três novas medidas de enfrentamento à violência doméstica, que serão implementadas em todo o Estado:
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Operações permanentes de busca e captura de agressores com mandados de prisão em aberto e apuração de denúncias oriundas do Disque 100;
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Ações contínuas de visitas aos agressores;
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Criação de um programa de acompanhamento dos agressores, por meio de grupos, logo após o registro do boletim de ocorrência, seguindo modelos já adotados em outros estados brasileiros.
Apesar da novidade, a Polícia Civil reforça que os meios tradicionais de atendimento continuam em funcionamento, como as delegacias físicas e o telefone 180, destinado ao atendimento de vítimas de violência contra a mulher.
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