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MP condena ex-professor de Marau a 66 anos de prisão por estupro de vulnerável

por Rosana Costenaro

A pena total aplicada foi de 66 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado.

Foto: Divulgação

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) em Marau obteve a condenação a mais de 66 anos de prisão de homem por cinco crimes de estupro de vulnerável. Conforme o promotor de Justiça Bruno Bonamente, autor da denúncia, o MPRS conseguiu reunir provas e depoimentos que evidenciaram os abusos cometidos contra crianças e adolescentes entre os anos de 2023 e 2024.

O homem, que atuava como professor e também era presidente de uma escolinha de futebol, foi acusado de se aproveitar da posição de autoridade e confiança para cometer os crimes. As vítimas, com idades entre 6 e 13 anos, relataram em depoimentos especiais os atos praticados pelo réu, tanto nas dependências da entidade quanto em sua residência.

Na sentença, a juíza responsável reconheceu a gravidade dos crimes e aplicou aumento de pena por entender que o réu exercia autoridade sobre as vítimas. A pena total aplicada foi de 66 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado.

Em contato realizado pela Tua Rádio Alvorada nesta quinta-feira, 23/10, com o Ministério Público, o Dr. Bruno Bonamente explicou que ainda cabe recurso, mas  "o réu permanecerá preso, de acordo com a sentença".  Ele ainda completou que o "MP está acompanhando cada etapa e, se houver recurso, atuará para manter a sentença justa proferida".

A Polícia Civil de Marau manifestou-se sobre a condenação, a mais de 66 anos de prisão, do ex-professor marauense acusado de praticar crimes de estrupo de vulnerável - crianças e adolescentes de seis a 13 anos de idade. Em nota, assinada pelo Delegado Norberto Rodrigues, reitera que “a sentença, resultado de uma investigação robusta iniciada em julho de 2024, marca um precedente importante na proteção de crianças e adolescentes contra abusos”.

Relata, ainda, que a complexidade do caso “exigiu uma dedicação extraordinária das autoridades. A investigação da Polícia Civil foi minuciosamente conduzida, levantando provas cruciais sobre os abusos cometidos pelo professor contra diversas crianças e adolescentes. O Ministério Público, por sua vez, garantiu uma promoção extraordinária do caso, articulando de forma exemplar a acusação e buscando a máxima responsabilização do réu”.

Desde o início da investigação, em julho de 2024, conforme comentado em várias entrevistas para a emissora, a Polícia Civil afirmou que “não mediu esforços para apurar os fatos e reunir as evidências necessárias. O caso envolveu a violência sexual contra vulneráveis, e nossa prioridade sempre foi a proteção das vítimas e a busca por justiça. A condenação do professor, cuja identidade não foi revelada para preservar as vítimas, é um reflexo do rigor da lei e da intolerância da justiça brasileira contra crimes de tamanha gravidade”.

A nota finaliza afirmando que “este caso serve como um alerta e um incentivo à sociedade para que continue vigilante e denuncie qualquer suspeita de abuso. A união de esforços entre a comunidade, as forças policiais e o sistema de justiça é fundamental para coibir esses crimes e garantir que os agressores sejam devidamente responsabilizados, proporcionando um ambiente mais seguro para as futuras gerações.”

Fonte: MP/RS e PC/RS

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