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Polícia Federal cumpre mandados em Camargo e Nova Alvorada na Operação iLegal

por Ana Lúcia Jacomini

Grupo criminoso investigado teria movimentado 7 milhões de reais por ano com a atividade ilícita

Um mandado de prisão também foi cumprido
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, 20/02, a Operação iLegal, que investiga grupo responsável pela importação irregular de produtos eletrônicos e a sua comercialização através de redes sociais. Os crimes investigados nesta ação são os de descaminho, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Os policiais federais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Passo Fundo (02), Camargo (06), Nova Alvorada (03) e um mandado de prisão preventiva. Também foram executadas ordens judiciais de sequestro de dois imóveis, três veículos e outros bens móveis, além do bloqueio de valores existentes em contas bancárias de dez pessoas físicas e jurídicas.

A investigação teve início a partir da informação de que uma pessoa estaria efetuando a entrega de telefones celulares de forma irregular nas dependências de um shopping de Passo Fundo. A apuração indica a formação de associação criminosa dedicada à aquisição clandestina, transporte, depósito e comercialização de produtos eletrônicos.

O grupo investigado teria movimentado R$ 7 milhões de reais por ano com a atividade ilícita. O principal investigado teria realizado dezenas de viagens ao exterior em busca de produtos eletrônicos e foi preso em flagrante, em outubro de 2023, ao transportar smartphones de última geração e alto valor comercial, além de outros itens importados ilegalmente. A carga apreendida foi avaliada em mais de 160 mil reais e resultou na sonegação tributária de mais de 137 mil reais.

Com o avanço da apuração, a Polícia Federal comprovou que o principal investigado possuía uma rede de clientes, captada através de publicações em redes sociais, revendendo ilegalmente produtos importados sem o devido pagamento dos tributos decorrentes da importação.

De acordo com o setor de Comunicação Social da Polícia Federal em Passo Fundo, as evidências também sugerem que o indivíduo se utilizava de nomes de terceiros - “laranjas”, para ocultar a origem de bens e valores ilegalmente obtidos com o comércio ilegal. A decisão judicial também determina o encerramento dos perfis de redes sociais utilizados pelos investigados para o comércio ilegal dos produtos.

 

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