Maurício Dal Agnol foi preso preventivamente em Passo Fundo
Detenção é resultado da Operação Barba Negra
O ex-advogado Maurício Dal Agnol foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira, 05/06, em Passo Fundo. Maurício foi detido em casa pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por volta das 8h. Após, foi levado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Às 10h, o ex-advogado foi conduzido, pela Polícia Civil, para o Presídio Regional de Passo Fundo.
Em 21 de maio, Dal Agnol foi alvo da Operação Barba Negra do Gaeco, vinculado ao Ministério Público, para a investigação de lavagem de dinheiro. Ele cumpria pena em regime semiaberto, com tornozeleira eletrônica, pelo crime de posse/porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Acompanhe a notícia publicada em 21/05 sobre a Operação Barba Negra
Na operação coordenada pelo promotor de Justiça Diego Pessi, do 7º Núcleo Regional do GAECO – Planalto, em 21/05, cerca de 40 agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão nos dois municípios do Norte gaúcho. As ordens judiciais foram expedidas com o objetivo de localizar provas e efetivar o bloqueio de bens dos investigados. Também foi deferido o sequestro judicial de 25 veículos, mais de 50 imóveis e ainda créditos financeiros, sendo diversas apreensões efetivadas nesta quarta, juntamente com documentos, celulares, pelo menos quatro armas e cerca de R$ 4,7 milhões em espécie. Foram apreendidas, ainda, grande quantidade de caixas de charutos e bebidas. O dinheiro foi depositado em juízo no Banrisul.
INVESTIGAÇÃO E ALVOS
A investigação teve como alvo oito pessoas físicas, além de diversas outras pessoas jurídicas. As ações continuarão após a operação, principalmente com a análise do material apreendido e com novas diligências com o objetivo de apurar a responsabilidade dos envolvidos.
PROMOTORES DE JUSTIÇA
Além do coordenador do GAECO no Estado, promotor de Justiça André Dal Molin, também estiveram presentes os promotores Diego Lima, José Eduardo Corsini, Maristela Schneider, Rogério Meirelles Caldas, Manoel Figueiredo Antunes e Cristiano Ledur. Sessenta agentes participaram da ofensiva, que contou com o apoio da Brigada Militar.
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