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Frio e chuvoso: confira as previsões de diferentes órgãos para o Inverno de 2024

Baixar Áudio por João Pedro Varal Tartari

INMET, Climatempo e MetSul divulgaram prognósticos da estação

Foto: João Pedro Varal Tartari/Tua Rádio Alvorada

O Inverno iniciou às 17h51 dessa quinta-feira, 20/06, já baixando as temperaturas no Rio Grande do Sul. No RS, a estação é marcada, tradicionalmente, pelas temperaturas mais baixas do ano e períodos mais prolongados de chuva.  

Diferentes órgãos de meteorologia de nível nacional e estadual divulgaram e acordo com os prognósticos avaliando como essas condições devem se manifestar em 2024. Abaixo, você confere um apanhado das principais tendências para o tem entre julho e setembro. 

A chuva permanece 

Em grande parte do país, o Inverno é uma estação seca. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) avaliou, contudo, a persistência das chuvas em alguns pontos do Brasil, em documento publicado na terça-feira, 18/06. “Os maiores volumes de precipitação (chuva) ficam concentrados sobre o noroeste da Região Norte, leste da Região Nordeste e parte da Região Sul do Brasil.” 

Na análise apenas da Região Sul, a tendência de chuva fica mais evidente. “Condições favoráveis para chuva acima da média na parte central e leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sudeste do Paraná. Nas demais áreas, a previsão indica condições de chuva próxima e abaixo da média, principalmente no norte do Paraná.” 

A Climatempo tem uma análise similar. “Será o inverno com predomínio de tempo seco, sem chuva, na maior parte do país, mas o Rio Grande do Sul ainda poderá ter eventos de chuva forte. Eventos de chuva intensa podem ocorrer em agosto e em setembro no litoral do Sul e do Sudeste.” 

Na análise apenas do Sul do Brasil, há perspectiva de permanência de bloqueios atmosféricos. “Por conta dos frequentes bloqueios atmosféricos atuantes no Brasil Central e Leste ao longo do inverno, até o fim da estação haverá propensão a eventos de chuvas volumosas especialmente sobre o RS.” 

A tendência, porém, é de redução das chuvas. “O risco de chuvas volumosas e persistentes diminui gradualmente ao longo da estação, mas ainda existe risco por conta das frentes frias com deslocamento oceânico entre agosto e setembro.” 

Em áudio enviado à Tua Rádio Alvorada, a meteorologista Estael Sias reafirma a possibilidade. “De uma forma geral, os modelos projetam um inverno com chuvas dentro e acima da média, com algumas partes do Estado podendo ter uma variação maior, e com tendência, de julho a agosto, de ter uma maior sequência de dias de sol.” 

Temperaturas acima da média histórica 

A previsão, para todo o Brasil, é de temperaturas acima da média. Segundo o INMET, apesar do maior ingresso de massas de ar polar na região, o mesmo deve ocorrer no RS. “Temperaturas acima da média são previstas para a Região Sul na maior parte do inverno, principalmente no Paraná”, descreve a nota. 

Na Metade Sul, as temperaturas devem se manter. “Para o centro-sul do Rio Grande do Sul, são previstas temperaturas próximas da média. Ressalta-se que a incursão de massas de ar de origem polar poderá provocar declínio nas temperaturas em alguns dias, possibilitando a ocorrência de geadas em algumas localidades.” 

Na análise da Climatempo, a previsão é de médias mais frias para o Estado. “Em todas as áreas, exceto o RS, os períodos de frio alternam com picos de temperaturas acima a muito acima da média. No RS, ar frio frequente especialmente entre agosto e setembro.” 

O Sul do Estado deve registrar as temperaturas mais frias. “Áreas do sul e oeste do RS devem ter temperaturas um pouco abaixo da média entre julho e agosto por conta da frequente chegada de ar frio polar à região.” 

No prognóstico da Metsul Meteorologia, possibilidade. “A temperatura varia muito e é parecido com o Inverno de 2023”, afirma a meteorologista Estael Sias. “O frio intenso pode acontecer, mas esporádico, mais concentrado em poucos dias, trazendo geada e trazendo os fenômenos típicos de Inverno.” 

La Niña 

Todas as instituições ligadas à meteorologia apontam para uma chegada do fenômeno La Niña entre o fim do Inverno e início da Primavera. “O Inverno começa em uma condição de neutralidade climática, sem El Niño e sem La Niña”, explica a meteorologista Estael Sias. “A expectativa é de que nós tenhamos a configuração de um La Niña até o final da estação.” 

No final do inverno, o fenômeno meteorológico pode estender o período de temperaturas mais baixas. “Pode prolongar a chegada de massas de ar frio. Então, o início da Primavera com o La Niña pode ter a chegada de massas de ar frio tardias, podendo trazer alguma geada fora de época.” 

Central de Conteúdo Unidade Tua Rádio Alvorada

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