Investigação sobre o esvaziamento recorrente da Barragem do Capingui é retomada
Ministério Público acompanha o caso há anos
O Ministério Público retomou a investigação sobre o esvaziamento recorrente da Barragem do Capingui, localizada entre os municípios de Marau e Mato Castelhano. A redução no nível da água voltou a chamar atenção neste mês de maio, com pontos do reservatório completamente secos.
Em algumas áreas, o leito da barragem ficou exposto, permitindo a circulação de pessoas e veículos em locais que estavam cobertos por água há poucas semanas. O reservatório abastece a Usina Hidrelétrica Capingui, atualmente administrada pela CEEE-G, empresa privatizada em 2022.
O Ministério Público acompanha o caso há anos e já havia notificado a CEEE-G sobre o problema em dezembro do ano passado. Segundo o promotor de Justiça Paulo Cirne, mesmo após alterações na licença de operação junto à Fepam, o nível de esvaziamento ainda é considerado muito baixo, causando impactos ambientais e prejuízos à biodiversidade, especialmente na reprodução dos peixes. Procurada, a CEEE-G optou por não se manifestar.
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