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Falta de água em Marau leva prefeitura a cobrar Corsan e anunciar multa de R$ 500 mil

Baixar Áudio por Ana Lúcia Jacomini

Alguns bairros chegaram a ficar até 48 horas sem abastecimento

Imagem Ilustrativa
Foto: Reprodução/Corsan

A falta de água registrada em diversos bairros de Marau entre sexta-feira, 24/04, e o domingo, 26/04, mobilizou a administração municipal e gerou cobranças à Corsan/Aegea. Em entrevista à Tua Rádio Alvorada nesta segunda-feira, 27/04, a prefeita Naura Bordignon afirmou que, desde o início do problema, equipes da prefeitura passaram a acompanhar a situação e manter contato direto com a direção da concessionária.

No domingo, 26/04, foi realizada uma reunião presencial com a diretora regional da empresa, Marisa Mendonça, que se deslocou de Bento Gonçalves exclusivamente para o encontro. Na ocasião, foram feitas cobranças e definidas medidas emergenciais, entre elas o reforço no número de caminhões-pipa para o abastecimento de reservatórios e atendimento direto às residências que ainda estavam sem água.

Diante da recorrência de falhas no fornecimento, a administração municipal anunciou a criação de um comitê de crise permanente e a elaboração de um plano de contingência para situações de desabastecimento. Segundo Naura, a medida dá amparo legal para o município atuar em apoio técnico e operacional sempre que ocorrerem emergências que afetem a população.

“Estamos instituindo um comitê de crise permanente e um plano de contingência para que o município tenha condições de agir em situações emergenciais. Com isso, Marau passa a ter respaldo legal para prestar suporte técnico e operacional, auxiliar no atendimento às famílias e adotar medidas para minimizar os impactos de um desabastecimento prolongado.”

A prefeita também informou que será encaminhado à Câmara de Vereadores um projeto de lei que estabelece normas de proteção aos usuários do serviço de abastecimento de água, criando mecanismos de defesa do consumidor diante de falhas no fornecimento. Já a criação do comitê de crise e a instituição do plano de contingência serão formalizadas por decreto do Executivo, medida que não depende de aprovação do Legislativo.

Entre os encaminhamentos anunciados está ainda a aplicação de multa de R$ 500 mil à concessionária, além de denúncia à Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs). A administração municipal também orienta que moradores e empresários que tenham sofrido prejuízos procurem o Procon para registrar reclamações e buscar eventual ressarcimento.

A prefeitura informou ainda que estuda medidas estruturais para reduzir os impactos de futuras interrupções no abastecimento, como a instalação de novos reservatórios em pontos estratégicos da cidade e a atualização de normas urbanísticas relacionadas à reserva de água em novas construções. Naura Bordignon afirmou que a situação segue sendo monitorada e que a expectativa é evitar que episódios como o registrado no fim de semana voltem a ocorrer em Marau.

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