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Latrocínio de Denilso Silva pode ter sido encomendado de dentro do Presídio de Soledade, afirma polícia

Baixar Áudio por Nayam Franco

Preso havia sido transferido para Getúlio Vargas após ter sido vítima de agressões no Presídio de Soledade

Foto: Divulgação/Facebook

A Polícia Civil esclareceu um dos casos que mais chocou a comunidade de Soledade e região nos últimos tempos: o roubo seguido de morte de Denilso Silva, 38 anos, registrado no dia 2 de abril.

Nesta quarta-feira, 22/04, os policiais civis prenderam os últimos dois suspeitos do caso, com um total de quatro envolvidos de terem cometido o crime: dois executores, um facilitador e um encomendador.

No dia 10, a Polícia prendeu os executores: aqueles que teriam roubado e matado Denilso a tiros em Arvorezinha, identificados por câmeras de segurança de um posto em Ernestina. Eles foram presos em Lagoa Vermelha.

Nesta quarta foram presos preventivamente os outros envolvidos. Um deles, o facilitador que trouxe os executores para Arvorezinha, foi preso durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva no município arvorezinhense.

O outro envolvido estava no Presídio Estadual de Getúlio Vargas. O cumprimento do mandado de prisão preventiva foi cumprido na casa prisional. Conforme o delegado Márcio Marodin, ele seria o responsável por encomendar o roubo do veículo de Denilso que acabou também na sua morte.

Ainda segundo Marodin, a polícia acredita que este homem encomendou o crime de dentro do Presídio Estadual de Soledade. Esse homem foi agredido por outros apenados da casa prisional e acabou sendo transferido para Getúlio Vargas.

Um vídeo circulou nas redes sociais com o celular deste apenado mostrando o contato de Denilso no WhatsApp e uma voz desconhecida afirmava que ele teria sido o mandante do crime, o que acabou sendo confirmado posteriormente.

A administração do Presídio Estadual de Soledade informou que tem dificuldade em conter os arremessos de celulares para dentro da casa prisional, sendo esta a única forma de entrada deste tipo de objeto no presídio.

Na semana passada, os agentes da casa prisional acabaram encontrando um arremessador e nesta semana outro tentou arremessar, mas não conseguir acertar o pátio interno da casa e não foi encontrado.

"A gente está sempre trabalhando pra evitar esses arremessos, mas muitas vezes não temos êxito devido a rapidez que os arremessadores agem e a quantidade de fatos que são registrados", informou a administração do Presídio de Soledade.

O Presídio Estadual de Soledade já teria um projeto de fechamento superior do pátio interno, o que evitaria a entrada de objetos desse gênero.

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