Movimento "Pedágio Não" monta pedido para que seja realizada audiência pública em Marau
Localidade sugerida seria a Casa da Cultura de Marau
Foto: Reprodução/CDL Passo Fundo
Integrantes do movimento contrário ao modelo proposto de concessão da ERS-324 à iniciativa privada pelo governo do estado do Rio Grande do Sul, estão se mobilizando para trazer para Marau uma audiência pública sobre a temática de pedagiamento da principal rodovia regional. “A gente tá montando um pedido de audiência pública para Marau. É um momento que temos que participar”, afirmou Bete, uma das representantes do grupo. O pedido deverá ser formalizado pelos organizadores que querem envolver o maior número de pessoas e setores produtivos dneste momento.
Uma audiência pública foi realizada em Passo Fundo no dia 23/01. Outras duas foram feitas em Lajeado e Venâncio Aires. Logo após as audiências, em nossa região foram feitas manifestações em desfavor do projeto às margens da rodovia, em Casca e em Marau.
Os manifestantes contrários ao pedágio reclamam de algumas situações como altas tarifas, quantidade de pontos de cobrança automática e previsão de duplicação muitos anos após implementação do pedágio. “Hoje somos contra o pedágio da forma que está proposto. Mas podemos mudar de opinião lá na frente caso seja modificado o projeto inicial. Pois se for do jeito proposto será muito custoso para nós”, conclui Volmar Variza, outro manifestante ouvido pela reportagem da Tua Rádio Alvorada.
O governo do Rio Grande do Sul prorrogou o período de escuta à população através de audiências públicas. Antes, a previsão era de encerramento no dia 21/02. Agora o novo período permite ampliação de discussão sobre o tema.
O que prevê o plano de concessão do bloco 2
A concessão é prevista em sete estradas do Vale do Taquari e Região Norte, que compõem o bloco: ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324, RSC-453 e BR-470.
Segundo o modelo proposto, entre Nova Prata e Passo Fundo, pela ERS-324, seriam seis pórticos de cobrança automática, superando os R$ 52,00 reais, ida e volta. O valor é de R$ 0,23 ao quilômetro.
Conforme o governo, o investimento é de R$ 6,7 bilhões em 30 anos de concessão com a iniciativa privada. A estrutura conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Além disso, está previsto aporte estadual de R$ 1,3 bilhão para reduzir a tarifa de pedágio e agilizar as obras necessárias. A liberação do recurso ocorrerá via Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). A ideia é realizar o leilão em 2025, com previsão de começar a concessão em 2026.
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