Centenário da Missa Immaculata de Frei Exupério é lembrado na Festa Italiana de Marau
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Neste ano de 2017 é lembrado o primeiro centenário da criação da Missa Immaculata – composição iniciada em 1913 e concluída em 1917, apresentada pela primeira vez em Flores da Cunha. A obra é de Frei Exupério de La Compôte, capuchinho francês que viveu seus últimos 30 anos no município de Marau e está sepultado na capela dos frades, junto ao cemitério do município.
Os cem anos da obra será destacado no domingo, dia 25/06 – último dia da Festa Italiana de Marau, com uma celebração em homenagem ao frade compositor, com uma Missa Immaculata, às 8h no Salão Frei Gentil. Para a pesquisadora marauense Roberta Bassani Federizzi, autora do livro “A batuta da fé e da alegria” – que conta a trajetória do Frei Exupério, a Missa Immaculata - composta totalmente em língua latina, que se tornou muito popular em toda a região colonial italiana, sendo executada nas missas festivas solenes, é o grande legado do capuchinho.
Segundo suas pesquisas e publicações, Frei Exupério foi um sábio na composição musical, primeiramente pela tradução de Lodi Sacre, livro de cantos escrito em língua italiana e proibido pelo governo de Getúlio Vargas, que se tornou o livro de cânticos “Cantai ao Senhor”, utilizado para missas, liturgias, funerais entre outros, sendo nele incorporadas várias de suas composições. Em 1951, publicou “Aprendei a música”, como manual teórico-prático de música, que continua sendo um dos manuais mais simples e práticos ainda hoje utilizados.
Em entrevista para a Tua Rádio – disponível no player de áudio, Roberta, revela que as obras de Frei Rovílio Costa – grande pesquisador da imigração italiana no Rio Grande do Sul, apontam indícios de que Frei Exupério foi o autor da música Mérica Mérica, considerada hino dos imigrantes italianos no Brasil.
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