O pedágio entre Marau e Passo Fundo pode não sair?
Baixar ÁudioA notícia da possível instalação do pedágio gerou muita insatisfação da comunidade regional que esperava no final das contas uma duplicação no trecho
Foto: Divulgação/ Palácio Piratini
“Esse talvez seja o assunto mais importante da última década para Marau e nossa microrregião”. Essa fala é do Deputado estadual Vilmar Zanchin, que se posicionou totalmente contrário a instalação do pedágio na ERS- 324, entre Marau e Passo Fundo. A praça de pedágio está prevista no programa Avançar do governo estadual em um lote que será cedido à iniciativa privada. Em contrapartida, a empresa vencedora da licitação deve fazer investimentos de melhoria na via. Para tanto, as empresas que aderirem à licitação devem manter tarifa entre R$ 7,02 e R$ 9,36.
A notícia gerou muita insatisfação da comunidade regional que esperava no final das contas uma duplicação no trecho. Mas afinal, a praça de pedágio pode não sair ou é questão definitiva? Segundo Vilmar Zanchin, a pressão popular pode evitar a implantação do pedágio. “O estado tem condições de bancar a obra pela importância que a nossa região tem na economia do estado. Nós só vamos conseguir que o governo retire o trecho da concessão se houver uma mobilização muito coesa e muito forte de todas as lideranças da nossa região e da comunidade”, finaliza Zanchin.
Conforme estudo previamente elaborado, o investimento previsto para a duplicação do trecho é de R$131 milhões. O prefeito de Marau, Iura Kurtz, disse recentemente a Tua Rádio que o governo estadual poderia executar tranquilamente a obra de duplicação ao invés de pedagiar a rodovia. Segundo ele, em cinco anos, só de arrecadação de ICMS dos municípios de Marau e Passo Fundo, o governo gaúcho terá R$ 4 bilhões de reais, sendo que o valor total da obra de duplicação corresponde a 3,25% desse montante.
Outra liderança regional que se opõe a implantação do pedágio e critica o preço sugerido é o também deputado estadual, Sérgio Turra. “Nos moldes em que foi apresentado o pedágio e esses valores, a comunidade de Marau e nossa região não aceita. Temos muita batalha pela frente nesse sentido. Vai haver uma consulta pública no próximo dia 14/07 e nós vamos levar oficialmente a posição (contrária) ao governo”, conclui Turra.
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