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Francisco Turra debate impactos das sanções dos EUA nas exportações gaúchas de proteína animal

por Ana Lúcia Jacomini

Presidente do Conselho Consultivo da ABPA participou do Tá na Mesa da Federasul, que reuniu lideranças de diferentes setores para debater sobre os impactos das sanções americanas no estado

Nesta semana, o presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, ex-ministro da Agricultura, representou a instituição no Tá na Mesa, tradicional evento da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul). A iniciativa é considerada um dos principais pontos de encontro do mundo empresarial do estado. 

Ao longo do evento, os participantes abordaram os impactos reais das sanções americanas no Rio Grande do Sul e, consequentemente, nas exportações gaúchas. Além de Turra, foram debatedores a coordenadora de inteligência de mercado da Abicalçados, Priscila Link, o presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior, o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, e o diretor executivo da Amcham-Brasil, Marcelo Rodrigues. 

De acordo com o conselheiro da ABPA, no setor de proteína animal há uma constante busca por novos mercados – e os setores que não procuram essa diversificação tendem a fechar as portas. “Diante das repercussões pelo aumento das tarifas dos Estados Unidos, temos dois principais movimentos: o relacionamento com os importadores norte-americanos como aliados no diálogo, que estão atuando conosco neste momento, e a busca por novos mercados que minimizem as consequências quando há baixa em algum outro país”, ressalta.

Segundo dados apresentados durante o painel, atualmente o Brasil não vende carne de frango para os Estados Unidos, portanto não há implicação direta. Já na suinocultura, cerca de 14 mil toneladas de carne suína foram exportadas para o país neste ano. Além disso, das 59 bilhões de unidades de ovos que são comercializadas entre os mercados parceiros, apenas 1% do total é destinado aos Estados Unidos. Ainda assim, Turra disse que a venda do produto para os americanos vem crescendo nos últimos meses e haverá impacto com o ajuste das tarifas, mas a Associação segue buscando novos mercados para que as perdas não sejam potencializadas. 

Turra também afirmou não ter dúvidas de que o agronegócio encontrará um caminho para seguir nas negociações. “Nesse primeiro momento há pânico pelo impacto, mas acredito que teremos um cenário de muitas mudanças. É preciso ter postura e sensibilidade. Os países não têm amigos, eles têm interesses; e é por isso que devemos ter diplomacia e diálogo sempre”, finaliza.

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