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“Le Frotole Del Fifo” estreia como podcast semanal

por João Pedro Varal Tartari

Adaptação do projeto de Cassiano Tomasi teve o primeiro episódio no domingo, 20/07

Foto: Reprodução/Eduardo Cerri

No domingo, 20/07, foi ao ar o primeiro episódio do “Le Frotole Del Fifo”, podcast que busca conservar a cultura italiana dos imigrantes no RS. O formato é uma adaptação do projeto de mesmo nome do comunicador e produtor cultural Cassiano Tomasi, em comemoração aos 35 anos da proposta. 

“O ‘Le Frotole Del Fifo’ traz o bom humor em sua bagagem, a comédia e o riso, mas ele tem, também, todo um porquê desistir: para, realmente, manter viva a nossa cultura italiana”, explicou Cassiano, ou Fifo, apelido pelo qual é conhecido. “E, acima de tudo, lembrar e valorizar aqueles que iniciaram tudo.” 

Para o Página Rosa, o Fifo detalhou o tom do programa. “É para rir, mas com seriedade. Diversão com seriedade. Primeiramente é um sonho que eu já tinha de falar das nossas coisas aqui, que a gente tem que valorizar. Então, primeiramente nós vamos começar falando de várias coisas que tem aqui na nossa cidade, coisas importantes. Parlaremos, tanto, en Talian, que é o dialeto vêneto, que veio lá da Itália.” 

Você pode acompanhar o primeiro programa, bem como todas as produções seguintes no canal do “Le Frotole Del Fifo” no YouTube. “Das 19h às 20h, no domingo, nós vamos fazer no Alpha Studios, do meu amigo Serginho. É no YouTube, é no Facebook, é no Instagram – tem todas as ferramentas aí.” A produção do programa é de Eduardo Cerri.

E a escolha do horário também tem motivo. “E eu escolhi esse horário aí, também, porque, por muitos anos, ‘Os Trapalhões’ fizeram sucesso nesse horário. O pessoal já saiu no fim de semana, já voltou, já está dentro de casa. Se for Inverno, já está escuro, já recolheu a criançada. São essas pessoas que eu quero assistindo – acompanhando em família.” 

Um homem do rádio 

O Fifo é um dos comunicadores e colegas da Tua Rádio Alvorada. “Eu sou um homem do rádio, não saio do rádio, a gente ama o que a gente faz e o rádio é a nossa vida”, contou ao Página Rosa. “Foi uma profissão que eu escolhi e por isso que a gente está aqui. Mas tem que ter esse algo a mais aí para a gente poder, também, fazer a nossa parte”  

Cassiano conta que implicou com o processo de, também, usar seu carisma no trabalho com as redes sociais. “Eu relutei e lutei e teimei, mas a internet está aí. É um é um novo meio de comunicação, atinge rapidamente as pessoas, então não tem como deixar de lado. Não tem como não usar.” 

Essa origem também impactou em alguns aspectos do podcast. “Nós vamos receber as piadas do pessoal como a gente fazia no rádio. Eu apresentar um programa de rádio em italiano, onde as pessoas mandavam cartinha, ligavam. Não tinha WhatsApp.” 

Conservando o Talian 

O principal processo cultural é a conservação de um dialeto tradicional aqui no Norte do Rio Grande do Sul, o Talian – inclusive, falado durante o programa. “Da forma que que o pessoal fala”, explica Cassiano. “Não tem uma maneira correta, porque o pessoal que veio da Itália, eles conseguiam falar o Talian, eles vieram com o que eles tinham – e eles tinham o Talian.” 

Para o Página Rosa, ele explicou a trajetória da língua. “Uma época não podia falar porque dava cadeia. Outra época era ridículo – eu sei, eu passei por isso, que era uma vergonha na escola. Depois, virou moda. Agora, é bonito, então já tem curso, que bom que o pessoal vai ensinando. Só que de uma maneira que, daqui a pouco, não é só pela conservação.” 

A proposta está, justamente, no falar o Talian popular como forma de manter a língua viva. “A gente está aí, exatamente, para fazer isso: para defender. Então a gente pensou e a gente estudou e agora é hora de colocar em prática.” 

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