Cantera Street Records apresenta novo EP no Marau Skate Contest
Baixar Áudio“Não Vou Falar de Amor” conta com três faixas
Selo gravadora independente de Marau, a Cantera Street Records anunciou que realiza um show de apresentação do novo EP “Não Vou Falar de Amor” durante o 3º Marau Skate Contest, evento de skate que está marcado para o próximo domingo, 14/12. A informação foi antecipada para o Página Rosa pelo MC e membro da Cantera Elian Sbardelotto.
“A gente vai estar apresentando um trabalho nosso, um trabalho novo, um EP, no qual denominamos ‘Não Vou Falar de Amor’, onde ironicamente a gente meio que só fala disso”, contou ao canal de jornalismo cultural. “É um EP que conta com três faixas, que a gente vai estar apresentando em primeira mão, ao vivo, no Marau Skate Contest.”
Ao Página Rosa, a equipe da Cantera revelou um dos títulos que inegram o EP: “Preciso De Um Tempo Pra Mim”. Mas tem outras novidades anunciadas. “Tem um single com um videoclipe que em breve vai vir para a pista também. Esses lançamentos aí são programados para no máximo até o fim de janeiro de 2026.”
Ao Página, o músico ainda deu detalhes sobre o show da gravadora. “A gente está preparando uma apresentação que traz bastante energia, músicas com ritmo e poesia, que é a essência do rap da Cantera”, explicou. “Também, a gente vai trazer mais algumas músicas onde a ideia é trazer um som que converse com a vibe do skate.”
Uma conexão com o skate
Em 2025, o Marau Skate Contest volta a ocorrer no Parque Lauro Ricieri Bortolon a partir das 9h do domingo, 14/12, com disputas nas categorias Mirim, Feminino, Iniciante, Amador e Master. Além do skate em si, o momento também celebra toda a cultura do hip-hop com apresentações de DJs e de artistas da cena.
Assim como para a Julia Helen, o convite também veio da conexão da selo gravadora com o Skate. “O contato com o pessoal da AMASK aconteceu de uma forma muito natural”, contou Elian. “A maioria dos membros da Cantera Street é de skatistas, então essa conexão já vem de tempos.”
A Associação Marauense de Skate (AMASK) organiza o evento e promove ações voltadas à modalidade no município. “O Gabriel Oliveira, que é um dos organizadores do evento, entrou em contato com a gente e, sem pensar duas vezes, a gente aceitou o convite. Esses eventos impulsionam o esporte e a cultura urbana — sendo assim, é o tipo de evento que define as crenças da Cantera Street Records.”
Além da Cantera Street Records, integram a lista de apresentações a cantora e compositora passo-fundense Julia Helen, bem como os DJs Otávio Souza e Rafael Pagnussatt. Outra atração da cena do hip-hop que está programada para o evento é uma batalha de rima. A participação ocorre por meio de pagamento de R$ 200,00.
Ainda na vertente artística da competição, os organizadores do evento já anteciparam ao Página Rosa que o artista visual passo-fundense LUZ deve realizar um grafitti na pista de skate do Parque Lauro Ricieri Bortolon. A intervenção também compõe a identidade visual do Marau Skate Contest.
A cena no interior do RS
O hip-hop surgiu nos anos 70, no Bronx, bairro de Nova Iorque. O movimento chegou no Brasil na década de 80, principalmente importado em nas zines, revistas independentes em formato de panfleto. Os principais registros dessa primeira fase ocorreram em São Paulo e no Amapá, concentrando expressões do rap e do breakdance vindas de comunidades periféricas.
O gênero ganhou alcance nacional entre os anos 90 e os anos 2000, mas segue popular até os dias de hoje. “Para nós, o Hip Hop é expressão, é identidade, resistência. É transformar as vivências em arte e dar voz a quem nem sempre é ouvido.”
Elian ainda comentou o cenário do gênero no município. “Em Marau, a cena ainda está crescendo. Isso torna tudo um pouco mais desafiador, mas, ao mesmo tempo, é gratificante. Com informação e união, podemos cada vez mais fortalecer essa cultura na cidade. Então, ouçam o Rap, vão atrás de saber o que é o hip-hop.”
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