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Comunidade Nin-Jitsu anuncia três músicas inéditas

por João Pedro Varal Tartari

Banda faz show gratuito no 3º Festival de Cerveja de Marau, na sexta-feira, 11/04

Foto: Reprodução/@comunidadeninjitsu

Em entrevista ao Página Rosa, quadro de Cultura ligado à Tua Rádio Alvorada e Maisnova Marau, o guitarrista da banda Comunidade Nin-Jitsu, Fredi Chernobyl, antecipou, em primeira mão, algumas novidades do grupo. O Comunidade completa 30 anos em 2025, com alguns projetos chegando nos próximos meses. 

A principal novidade (e a mais próxima) é o lançamento de novas faixas do grupo. “A gente está com três músicas para sair, três músicas novas, inéditas. Quer dizer, duas inéditas... Aguardem aí, eu vou te mandar em primeira mão! Se é que vai poder tocar [na rádio], acho que vai. A gente está com três músicas para lançar aí, agora abril-maio-junho.” 

Outra nova, essa ainda em preparativos, ainda está em organização. “Como a gente está com a agenda cheia, a gente não consegue parar para organizar uma comemoração simbólica, grande, dos 30 anos da banda”, explica Fredi.  

Mas o Comunidade já tem algumas ideias em mente. “Vai acontecer, provavelmente, em novembro ou dezembro, em Porto Alegre, com participações especiais do Brasil inteiro. Pessoas muito importantes que passaram pela nossa vida musical, parceiros musicais com participações especiais e tudo. Provavelmente, no Auditório Araújo Viana em Porto Alegre.” 

O Comunidade Nin-Jitsu faz show na primeira noite do 3º Festival de Cerveja aqui em Marau, a sexta-feira, 11/04. Além do Fredi, integram a banda outros três artistas: Mano Changes no vocal, Nando Endres no baixo e Pancho da Cara na bateria – a formação original do grupo.  

“Estamos chegando com tudo”, comemorou Fredi. “A gente está numa fase muito legal na banda, a gente tá muito animado por esse show. A gente está comemorando 30 anos de carreira esse ano e a gente ama o que a gente faz e a gente passa isso no palco. A gente está com a formação original já desde a pandemia.” 

O setlist da felicidade 

Aqui para o Página Rosa, o Fredi já adiantou um pouco de como deve seguir o show da Comunidade Nin-Jitsu no 3º Festival de Cerveja de Marau. “A gente elabora um repertório para que todo mundo saia completamente satisfeito: com as músicas mais importantes e, até, aquelas um pouco mais lado B, assim, que a gente toca também”, explicou. 

A ideia é montar uma lista de músicas alto astral! “A gente se entrega de corpo e alma e a gente prepara um setlist muito divertido para galera. Com emendas, com medleys, citando vários momentos da nossa carreira. Então, esse Festival de Cerveja pode crer que vai ser um baita show, velho.”  

O show deve passar por diversos momentos da banda. “A gente rola jam sessions, a gente faz momentos ali solo, eu toco um sampler também, solo de guitarra nas costas, sampler, mega hits da banda... A gente vai citar vários clássicos do rock, também, pedacinhos assim para deixar metaleiro, para deixar todo mundo feliz. Enfim, cara, a gente ama o que a gente faz e a gente transparece isso no palco – e Marau vai ver tudo isso aí que eu estou falando.”  

Rock com funk 

O Comunidade Nin-Jitsu surgiu em 1995, com o primeiro disco “Broncas Legais” em 1998. Mas o conjunto segue produzindo, com o último lançamento “HOJE EU NÃO PEGUEI NINGUÉM” em janeiro de 2025. 

E aqui vale a gente falar sobre um fator enigmático da banda: o gênero inovador. O Comunidade tem as características tradicionais do rock gaúcho, como a letra cítrica e bem humorada, bem como as inspirações na psicodelia e no tropicalismo. 

Mas o grupo é um dos únicos no mundo inteiro que mistura o rock ao baile funk. “A gente misturou de uma maneira muito única”, afirma Fredi. “Eu diria que o baile funk com rock só existe um grupo que faz no planeta Terra, que é a Comunidade Nin-Jitsu.”  

Para o Página Rosa, ele também contou a história de como surgiu essa mistura inusitada. “A gente teve uma infância nos anos 80 e a gente sempre foi muito ligado à música. A gente aprendeu a tocar ainda na pré-adolescência e, quando entrou os anos 90, tinha um estilo que chamava funk metal, um crossover, que a gente gostava muito.” 

Fredi cita algumas dessas inspirações. “O Run-D.M.C com o Aerosmith no ‘Walk This Way’, ali no final dos anos 80. Aquilo ali foi um marco na história. Aí o Red Hot Chili Peppers, aquela coisa da Califórnia, punk, funk. O Living Colour, que era um grupo de heavy metal com o soul music de Nova Iorque.”  

“Para a gente, era natural a mistura sonora”, explica o guitarrista, que é, ainda, DJ. “No entanto, a gente estava encantado com a simplicidade das primeiras músicas do estilo chamado funk carioca na época. Porque era uma batida tipo de hip hop, só que mais rápida, e com a cadência do bumbo e caixa que lembravam o rock um pouco.” 

Ele explica que a ideia vem desde as origens do grupo. “Então, eu percebi que dava para fazer riffs de heavy metal e riffs de rock em cima da batida funk. E a Comunidade Nin-Jitsu decidiu, quando compôs as suas primeiras músicas, que a batida ia ser funk.” 

“E, aí, a gente acabou criando um monstro, porque a gente está aí e a gente revolucionou”, brinca Fredi. “A gente mesmo sendo uma banda de rock, a gente levou o som funk, onde o som funk nunca tinha chegado no Sul, com a nossa mistura.” 

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