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Emiliano Ruschel lança novo filme com contexto espírita

por João Pedro Varal Tartari

"O Encontro" foi lançado na quinta-feira, 31/07

Foto: Foto: Divulgação/Ruschel Studios.

Estreou na última quinta-feira, 31/07, o filme “O Encontro”. Produção com direção do cineasta Emiliano Ruschel, a obra tem cerca de 20 min de duração e uma proposta mais intimista – com o Espiritismo como proposta central. 

“Ele nasceu do desejo de falar sobre a dor da perda, sob uma ótica da espiritualidade, mas sem recorrer ao sensacionalismo ou à fantasia”, contou Emiliano, em primeira mão, ao Página Rosa. “A proposta do filme é oferecer acolhimento e reflexão. Não apenas para quem acredita, mas, também para quem é cético, como o próprio protagonista do filme.” 

Para atingir a proposta, o audiovisual usa de uma série de recursos. “Através do silêncio, do tempo estendido das conversas, que são aparentemente simples, o curta propõe o reencontro entre razão e fé, a vida e a morte, o amor e a memória. A estética do filme é bem minimalista. Os diálogos são carregados de subtexto e eles ajudam a construir esse, vamos dizer, limbo em que o Caleb se encontra.” 

O curta-metragem estreou no canal no YouTube da Ruschel Studios, produtora cinematográfica do Emiliano. É possível assistir a obra de forma gratuita pelo link https://youtu.be/lbYyA6hQeGg?si=rHV65YLErj41oBrz

A mensagem da proposta é forte. “Esse filme é uma homenagem à vida que continua, à fé que reconstrói e aos encontros que nos transformam, mesmo quando a gente acha que tudo acabou”, reforça Emiliano. 

Por trás das câmeras 

Ao canal de cultura, o diretor ainda deu alguns detalhes sobre os bastidores da produção. “A ideia para fazer esse filme surgiu com o roteirista Eliton Oliveira, do Paraná. Ele me apresentou, eu li o roteiro e achei muito legal, muito interessante e achei que valia a pena a gente fazer esse filme.” 

“A partir do roteiro, a gente desenvolveu um plano de filmagem, um cronograma”, explica Emiliano. “Gravamos, aqui em Passo Fundo, no Calafat, que é um espaço de eventos. As locações, lá, são incríveis. Depois disso, começou o trabalho de edição.” 

O curta também contou com algumas capturas especiais. “A gente gravou também umas cenas dentro do estúdio de chroma, que é dentro do meu estúdio, da Ruschel Studios. Depois, fizemos todo o trabalho de correção de cor do filme, de sonorização, de som, design de música até chegar, hoje, no filme pronto.” 

Uma narrativa em dois gêneros 

O curta se constrói entre dois gêneros cinematográficos centrais. “A gente pode dizer que o gênero do filme é um Drama. Também dá para dizer que ele é Espírita, né. É um filme que propõe uma reflexão, assim, [mas de forma] leve, bacana para todas as idades e aberto para o público em geral.” 

O Drama, enquanto gênero cinematográfico, é usado para categorizar filmes que envolvem situações difíceis, sentimentos dolorosos, relacionamentos conturbados, perigos eminentes, morte, doenças, conflitos. São histórias que buscam trabalhar um tema com um tom de seriedade, com foco na profundidade e na emoção. 

O consenso é que o gênero tem origem na tragédia das peças gregas clássicas, sempre estão recheadas de personagens com dilemas morais, éticos e existenciais. É um título presente entre os tipos tradicionais de gêneros de filmes. 

Já a nomeação enquanto filme Espírita (que não consta nas listas clássicas de nomenclatura) está mais ligada ao assunto central. Presença marcante em diversos formatos de cinema e TV, são narrativas inspiradas pela doutrina surgida com o francês Allan Kardec e têm narrativas inspiradas pela vida e pela morte. 

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